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  • 18 Apr, 2026

Reunião no Corpo de Bombeiros discute combate a incêndios em áreas protegidas de Rondônia, enquanto MP solicita recursos ao STF para intensificar ações.

No dia 19 de setembro, uma reunião foi realizada com foco em áreas de proteção ambiental que enfrentam desafios, como incêndios recorrentes e atividades de organizações criminosas. Um exemplo destacado foi o Parque Estadual de Guajará-Mirim, que recentemente sofreu uma nova invasão por madeireiros e invasores, conforme reportado por meios de comunicação local.

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) participou do encontro, que ocorreu na Sala de Situação da Defesa Civil, localizada no Centro de Treinamento Operacional do Corpo de Bombeiros Militar em Porto Velho. O objetivo foi discutir os incêndios que têm afetado o estado, especialmente as queimadas.

O promotor de Justiça Pablo Hernandez Viscardi, que coordena o Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema) e o Núcleo de Combate ao Crime Ambiental (Nucam), informou que uma força-tarefa foi criada com a colaboração de diversas instituições. Essa força-tarefa visa fortalecer as ações no Parque Estadual e na Estação Ecológica Soldado da Borracha, áreas severamente impactadas nas últimas semanas. Viscardi destacou que uma associação criminosa opera de forma organizada nessas regiões, utilizando até armas de guerra para dificultar as ações de combate às chamas, colocando em risco profissionais envolvidos na luta contra os incêndios. “A atuação integrada é fundamental para reprimir esses crimes e proteger não só o bioma amazônico, mas também a saúde da população rondoniense”, afirmou.

A falta de suplementação orçamentária destinada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), que não foi aprovada pela Assembleia Legislativa, tem prejudicado as atividades de fiscalização e combate a incêndios. Diante desse cenário, o MPRO solicitou ao Supremo Tribunal Federal a destinação dos recursos necessários para que a secretaria possa cumprir suas obrigações. Viscardi ressaltou que essa omissão compromete decisões judiciais e impede ações mais efetivas de fiscalização.

A reunião também explorou a possibilidade de contar com o apoio do Exército nas ações no Parque de Guajará-Mirim. O Corpo de Bombeiros apresentou dados sobre operações que foram realizadas em 2025, que incluem mais de mil capacitações de profissionais, 21 mil abordagens e cerca de 87 mil pessoas alcançadas em ações preventivas voltadas a produtores rurais e escolas.

As discussões abordaram ainda medidas para facilitar o deslocamento das equipes de combate, como a utilização de aeronaves e motocicletas para acessar áreas de difícil alcance. Apesar das melhorias no planejamento e nas ações preventivas, o Parque continua sendo alvo de incêndios de grandes proporções, com focos ativos que persistem por diversos dias.

Estiveram presentes na reunião representantes do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, Polícia Civil, Batalhão de Polícia Ambiental, Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania, Departamento da Força Nacional de Segurança Pública, Tribunal de Contas do Estado e do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia.

A atuação do MPRO reforça o direito constitucional ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Ao unir forças de segurança, demandar recursos para a Sedam e exigir a responsabilização dos envolvidos em crimes ambientais, a instituição busca proteger a floresta, a saúde da população e a segurança dos profissionais que atuam no combate às queimadas em Rondônia.

Fonte da imagem: Assessoria

Fonte das informações: Assessoria