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  • 17 Apr, 2026

"Psicose", de Alfred Hitchcock, completa 65 anos e continua a influenciar o gênero do terror, sua produção controversa e inovação técnica marcam sua importância cinematográfica.

Alfred Hitchcock, o renomado diretor britânico, é amplamente reconhecido como o mestre do suspense no cinema. Sua filmografia é diversificada, mas sempre se destaca por seus filmes de suspense, os quais possuem sua marca inconfundível. Entre suas obras, "Janela Indiscreta" (1954), "Um Corpo que Cai" (1958) e "Psicose" (1960) são frequentemente citados como as mais influentes, sendo "Psicose" considerado um marco na história do cinema e uma referência primordial para o gênero e o terror.

Com 65 anos desde seu lançamento, "Psicose" possui uma das histórias de bastidores mais intrigantes de Hitchcock. O filme, produzido e dirigido por ele, tem roteiro de Joseph Stefano e é baseado no romance homônimo de Robert Bloch, publicado em 1959. Bloch se inspirou no caso do serial killer Ed Gein, conhecido por violar túmulos e cometer assassinatos, sendo posteriormente declarado mentalmente insano e internado em uma instituição psiquiátrica onde morreu.

Hitchcock ficou fascinado pelo livro e introduziu mudanças significativas nos personagens e na trama. Um dos pontos mais notáveis foi a transformação de Norman Bates, que passou de um personagem profundamente perturbado para um jovem tímido, submisso à sua mãe.

No enredo, Marion Crane, interpretada pela atriz Janet Leigh, trabalha como secretária em uma imobiliária e decide roubar 40 mil dólares de seu patrão após saber que seu namorado não se casaria com ela por causa de suas dívidas. Ao fugir com o dinheiro, Marion acaba se hospedando no Bates Motel, um pequeno hotel administrado por Norman Bates. Ao longo da estadia, ela é brutalmente assassinada por uma figura feminina desconhecida enquanto toma banho, uma cena que se tornou icônica na história do cinema.

A trama se desenvolve com a chegada da irmã de Marion, Lila, e um detetive, Milton Arbogast, que começam a investigar o desaparecimento de Marion. O filme foi um sucesso comercial e fez de Hitchcock o foco principal na indústria cinematográfica, apesar de ter enfrentado resistência de executivos da Paramount sobre o tema considerado forte e violento, além da decisão de filmar em preto e branco. Para realizar o projeto, Hitchcock investiu seu próprio dinheiro, utilizando sua produtora, Shamley Productions, e abdicou de seu salário contratual por uma participação nos lucros do filme.

Com um orçamento fixo de pouco mais de 800 mil dólares, Hitchcock também superou desafios ao convencer o compositor Bernard Herrmann a criar a trilha sonora do filme, que se tornaria famosa, especialmente pela intensa sequência do chuveiro. A obra é frequentemente reconhecida por suas inovações técnicas e artísticas, como o uso de lentes de 50 mm em câmeras de 35 mm, proporcionando um ângulo de visão semelhante ao humano.

Além disso, Hitchcock promoveu um nível de violência que era inovador na época e despertou polêmica com a sexualidade de sua personagem principal. A divulgação do filme era marcante, com avisos nos cinemas pedindo ao público que não entrasse após o início da exibição e que não revelasse o final.

Com seu impacto duradouro, "Psicose" gerou referências para subgêneros do terror, influenciando cineastas como John Carpenter e Wes Craven. Após a morte de Hitchcock em 1980, o filme teve continuações, um remake e uma série de TV chamada "Bates Motel". O remake de 1998, dirigido por Gus Van Sant, tentou reproduzir a obra original quadro a quadro, mas foi um fracasso. O filme original, no entanto, permanece um clássico essencial.

Fonte das informações: Idaron