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  • 19 Apr, 2026

O cenário político em Rondônia se intensifica com a articulação do PT para enfrentar a direita, enquanto novos nomes emergem na disputa eleitoral, incluindo desafios à hegemonia bolsonarista.

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Historicamente, a influência britânica sobre a Amazônia foi incentivada pelo imperador Pedro II, que acreditava que a conquista poderia ser realizada com apenas 150 fuzileiros navais. No entanto, essa invasão não ocorreu, em grande parte devido à resistência guerrilheira da Cabanagem, que conseguiu repelir as forças estrangeiras, garantindo a soberania brasileira na região.

Atualmente, é conhecido que o rei Guilherme IV, que poderia ser considerado progressista em sua época devido às suas políticas sociais, decidiu não enviar tropas. Em vez disso, o governo britânico optou por financiar a exploração da borracha no Brasil, aproveitando a disposição brasileira de administrar a região sem custos para a coroa.

No cenário atual, notícias provenientes da Venezuela indicam que os Estados Unidos estão agindo no país, sob a justificativa de prender o presidente Nicolás Maduro, acusado de estar envolvido com o tráfico internacional de drogas. Essa ação parece ser focada, ao invés de um movimento de ocupação territorial.

O presidente dos EUA, Donald Trump, não demonstra interesse em arcar com as despesas de administração da Venezuela. O que se especula é que a estratégia seria contar com aliados internos para gerenciar os interesses americanos na exploração de recursos petróleo e minerais, semelhante ao que faria um monarca britânico em tempos passados.

Por sua vez, o Partido dos Trabalhadores (PT) e os partidos da base do governo de Luís Inácio Lula da Silva estão se preparando para o enfrentamento com lideranças conservadoras em estados tidos como currais do bolsonarismo, como Santa Catarina, Rondônia, Acre e Roraima. A busca por um candidato que possa competir com a direita nestas regiões representa um desafio. Em Rondônia, o senador Confúcio Moura (MDB) já anunciou que não se candidatará ao governo, optando por buscar sua reeleição.

A disputa ao Senado em Rondônia está aquecida, com diversos candidatos em potencial, incluindo o atual governador Marcos Rocha (União Brasil), o ex-senador Acir Gurgacz (PDT), a deputada federal Silvia Cristina (PP) e outros. A fragmentação entre os apoiadores de Bolsonaro pode beneficiar a oposição, que precisa ganhar votos entre os conservadores.

Além disso, novas lideranças estão surgindo no cenário político rondoniense. Entre os nomes com potencial para as eleições estão a vice-prefeita Magna dos Anjos (Porto Velho) para a Assembleia Legislativa e Joliane Fúria (Cacoal) na disputa pela Câmara dos Deputados.

O ex-governador Ivo Cassol (PP) ainda mantém esperanças de reverter sua inelegibilidade e acompanha de perto as movimentações eleitorais. Ele pode apoiar sua irmã, Jaqueline Cassol, que é filiada ao mesmo partido e é esperada na disputa pela Câmara dos Deputados.

Por outro lado, não é observado um movimento por parte de deputados influentes, como Alex Redano e Laerte Gomes, para seguir uma candidatura à Câmara Federal. Ambos podem estar esperando convites para compor como vices em candidaturas ao governo, enquanto Laerte já é cogitado para a disputa da prefeitura de Ji-Paraná.

Em um contexto mais amplo, observa-se que a falta de progresso no Plano Nacional de Segurança no Congresso está favorecendo o crime organizado. A polarização atual tem dificultado a implementação de medidas eficazes. No âmbito comercial, a expansão da Rede de Farmácias FTP em Rondônia está criando concorrência com grandes redes como Drogasil e Ultrafarma, pressionando as pequenas farmácias da região. Recentemente, os municípios receberam a primeira parcela do repasse do Fundo de Participação dos Municípios, embora a distribuição tenha gerado reações mistas entre os prefeitos, considerando que alguns municípios têm enfrentado perdas demográficas, refletindo em diminuições nos repasses.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo