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  • 19 Apr, 2026

Professor José Marengo alerta sobre a degradação acelerada da Amazônia, avisando que sem ação em dez anos, a floresta pode se tornar um deserto.

A expressão "pregar no deserto", originada da profecia de João Batista, evoca um tempo em que caravanas na Judeia se reuniam em torno de pregações religiosas. Mais recentemente, o professor José Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, alerta sobre a devastação da floresta amazônica, enfatizando que “vai chegar um momento em que a floresta já não será mais uma floresta”.

Marengo destaca a urgência da situação, apontando que, se não forem tomadas medidas de conservação e restauração nos próximos dez anos, a degradação se intensificará. A Amazônia já apresenta áreas sem vegetação visíveis do espaço, com rios secando e um aumento na mortalidade de árvores.

Essa degradação é consequência de uma polarização política que impede uma abordagem unificada para resolver os problemas ambientais. Segundo o professor, é necessário que a sociedade se una em torno da ideia de uma agropecuária sustentável, capaz de atender tanto as demandas de exportação quanto as orientações científicas. Sem uma liderança que busque a união e o bem-estar da população, a consequência será a transformação da floresta em deserto.

No cenário político, o ano de 2026 se apresenta com incertezas no governo de Rondônia. O atual ano começou com várias candidaturas, mas muitos candidatos não conseguiram viabilizar suas postulações. Novos nomes estão surgindo, como o coronel Braguim, que busca apoio militar e tenta se estabelecer como um concorrente forte, similar ao ex-governador Marcos Rocha.

A situação se complica com a inelegibilidade do ex-governador Ivo Cassol e a queda de Lucio Mosquini, presidente estadual do MDB. O vice-governador Sergio Gonçalves depende da renúncia de Marcos Rocha para competir. Senadores como Confúcio Moura e Marcos Rogerio permanecem indecisos, assim como o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, que pondera sobre a possibilidade de renunciar ao cargo atual.

No que diz respeito à candidatura ao Senado, a instabilidade permanece. O cenário inclui senadores como Confúcio Moura e Marcos Rogerio, além de pré-candidatos como o ex-senador Acir Gurgacz, o delegado Camargo e outros deputados federais e estaduais.

A direita rondoniense enfrenta um racha significativo, afetando as campanhas dos candidatos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Embora nomes como Fernando Máximo e Silvia Cristina estejam na disputa, outros candidatos, como Acir Gurgacz e Hildon Chaves, podem se beneficiar dessa divisão.

No panorama regional, a expectativa do MDB reside na vitória no Pará nas próximas eleições, liderada pela vice-governadora Hanna Chassan Tuma. O partido, que já teve grande influência em Rondônia, Acre e Amazonas, agora concentra suas chances no território paraense, onde Lula também possui uma boa aceitação.

Durante um recente encontro em Vilhena, o senador Confúcio Moura expressou indecisão sobre lançar sua candidatura ao governo. O governador Marcos Rocha, embora celebre bons resultados na economia, enfrenta críticas nas áreas de saúde e segurança pública, questionando se deve buscar a reeleição ou aproveitar a disputa para o Senado em 2026.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo