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  • 19 Apr, 2026

Iniciadas as obras da Ponte Binacional Brasil-Bolívia, a construção promete unir Guajará-Mirim e Guayaramerín, impulsionando a economia regional e o comércio internacional.

A construção da Ponte Binacional Brasil-Bolívia, que ligará Guajará-Mirim, em Rondônia, a Guayaramerín, na Bolívia, teve seu início oficialmente anunciado em uma cerimônia realizada na manhã de sexta-feira (17). O projeto, com previsão para ser concluído em 15 de março de 2028, parte de um prazo de 1.260 dias, representa um marco importante na integração entre os países do Mercosul.

O evento contou com a presença de autoridades de ambos os países, incluindo o senador Confúcio Moura e ministros do governo federal, que destacaram a magnitude e a relevância da obra, a qual é considerada a maior do terceiro mandato do presidente Lula em Rondônia. A aplicação está inserida no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e promete transformar a economia local.

Segundo estimativas, a ponte gerará até 5 mil empregos diretos e indiretos, aumentando a arrecadação municipal. Para este ano, a expectativa é de que sejam criados entre 200 e 600 empregos diretos, o que representa um impacto significativo na região.

Entre os participantes do evento estavam o prefeito Fábio Netinho, o ex-senador Acir Gurgacz, diversas autoridades civis e militares, além de representantes do DNIT.

O projeto prevê uma travessia de 1,22 quilômetro de extensão e 17,3 metros de largura, com um investimento estimado em R$ 421 milhões. O contrato inclui a construção da ponte, as vias de acesso e os complexos de fronteira, e o prazo para execução é de 36 meses.

No Brasil, a via de acesso começará na margem do Rio Mamoré e se conectará à BR-425/RO, com um percurso de 3,7 km. O lado boliviano, por sua vez, terá um acesso de 6 km, conectando a ponte à rodovia definida pelas autoridades do país.

Mais do que apenas uma estrutura física, a ponte simboliza a solidariedade econômica e social entre Brasil e Bolívia. Para o Brasil, a obra é um passo estratégico rumo ao "Projeto Saída para o Pacífico", facilitando o transporte de mercadorias para os portos chilenos e reduzindo os custos logísticos de exportação. Para a Bolívia, representa a realização de um direito estabelecido no Tratado de Petrópolis de 1903, garantindo acesso ao oceano Atlântico por meio do território brasileiro, via Porto Velho.

A construção da ponte também promete impulsionar o agronegócio e a indústria nacional, aumentando a competitividade dos produtos e promovendo um desenvolvimento sustentável na região. No aspecto social, é considerada uma importante ferramenta de inclusão e mobilidade, unindo comunidades fronteiriças, estimulando o turismo e criando novas oportunidades de trabalho.

Além disso, do ponto de vista diplomático, a ponte fortalecerá as relações históricas de amizade e cooperação entre os dois países, consolidando compromissos bilaterais e ampliando a presença brasileira na região amazônica.

“Esta ponte é um símbolo de integração e esperança. Representa o futuro que une nossos povos, nossas economias e nossos sonhos”, afirmou o senador Confúcio Moura durante o evento. Assim, Guajará-Mirim e Guayaramerín deixam de ser apenas cidades irmãs separadas por um rio, transformando-se em portos de um novo tempo de desenvolvimento e integração continental.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo