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  • 19 Apr, 2026

O Mercosul aguarda há anos a ativação do acordo com a União Europeia, enquanto o Brasil procura novos mercados para produtos agrícolas na Ásia e África.

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O desenvolvimento capitalista traz a premissa de que os mais eficientes prevalecem, enquanto os ineficientes desaparecem. Contudo, uma regra conservadora demonstra que o que é antigo resiste, tentando prolongar sua existência até o limite. O atual acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, finalizado em 2019 e aguardando as assinaturas necessárias para implementação, ilustra essa situação. Embora as negociações tenham durado 26 anos, ainda se espera um tempo adicional de 10 a 15 anos para sua aplicação, evidenciando que os ineficientes continuam a adiar seu desfecho.

Durante as negociações, as potências europeias extraíram o máximo do Mercosul, deixando pouco a fazer. Estudiosos já indicam que o acordo resultaria em uma redução dos preços dos produtos agrícolas na Europa, beneficiando da indústria europeia mais do que o agronegócio brasileiro. Com a aproximação do prazo em 2025, o acordado continua imerso em processos lentos.

Como as obrigações referentes ao Brasil estão concluídas, a estratégia agora se volta para a expansão do mercado brasileiro na Ásia e na África. O envio de castanha-do-Brasil para o Japão, ovos processados para Cingapura, e carnes para países como Egito e Índia já começou, com expectativas de um aumento significativo nesses negócios nos próximos tempos.

Ainda no cenário político, após as festividades de final de ano, o foco se volta para o carnaval e subsequentemente para o aumento da campanha eleitoral de 2026, quando se abrirá a janela partidária em abril. Este período permite a troca de partidos para deputados estaduais e federais sem perda de mandatos, gerando expectativas de movimentações políticas, especialmente entre os deputados de Rondônia.

Entre os políticos, algumas movimentações já são previstas, como a troca de legenda do deputado Fernando Máximo do União Brasil para o PL, na busca de uma vaga no Senado. Outros nomes, como o deputado federal Lucio Mosquini, ainda não determinaram para onde migrar, mas entre suas opções estão partidos alinhados com o atual governo.

Observa-se também uma tendência de muitos políticos rondonienses projetando suas esposas nas próximas eleições. Por exemplo, o senador Jaime Bagatolli está promovendo a candidatura de sua esposa, enquanto o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, faz o mesmo com a primeira-dama Joliane. Na capital, ex-prefeito Hildon Chaves e sua esposa Ieda também se lançam para cargos na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, respectivamente.

Quanto à renovação na Assembleia Legislativa, ela ocorrerá de modo amplo. Vários deputados buscam novas posições, enquanto outros se tornam inelegíveis. O público já deve se atentar à movimentação de políticos como o Delegado Camargo, que é candidato ao Senado, além de deputados com pouca votação e novos nomes que estão emergindo na política estadual.

Alguns candidatos já se destacam nas primeiras pesquisas para as eleições de 2026, como o vereador Marcio Pacele e o secretário Paulo Moraes Filho, além de ex-deputados e políticos em ascensão. Essa situação evidencia a grande dinâmica política em Rondônia, com um número crescente de nomes postos como candidatos.

Fonte das informações: Rondoniaovivo