EmpreendePet atrai público em Porto Velho com adoção de 200 pets
No domingo (19/04) EmpreendePet segue no Espaço Alternativo: feira de empreendedorismo feminino, praça de comidas regionais e mais de 200 pets para adoção.
Carregando...
Caminhoneiros no Brasil enfrentam jornadas exaustivas e solidão, resultando em problemas de saúde mental e a falta de interesse de jovens na profissão.
A rotina dos caminhoneiros no Brasil é marcada por jornadas de trabalho exaustivas, pressão por prazos e solidão, resultando em diversos problemas de saúde. Emerson André, um caminhoneiro autônomo que atua na profissão há 16 anos, menciona que muitos motoristas acabam adoecendo devido ao estresse causado pela falta de tempo com a família e pelas exigências da atividade. Emerson, conhecido como Facebook, compartilha que a cobrança familiar e o cansaço afetam diretamente sua saúde mental.
Outro caminhoneiro, Daniel Francisco de Lima, conhecido como Del Caminhoneiro, está na estrada há 27 anos e afirma que a tensão é uma constante em sua profissão. Ele destaca que os motoristas mais experientes conseguem lidar melhor com essa pressão, mas reconhece que os desafios emocionais são significativos.
O procurador do Trabalho da 24ª Região, Paulo Douglas de Moraes, destaca que a saúde mental tem sido identificada como um problema estrutural na cadeia logística do transporte rodoviário. O fenômeno chamado “apagão de motorista” se deve ao envelhecimento da força de trabalho, onde a média de idade dos caminhoneiros é de 46 anos, e os jovens mostram pouco interesse pela profissão. Moraes explica que essa falta de mão de obra está ligada a uma percepção negativa do trabalho, que é intensificada pela carga mental e emocional exigida do profissional.
As pesquisas indicam que a saúde mental é impactada pela falta de definição na carga horária e na instabilidade financeira. De acordo com dados do Ministério Público do Trabalho, 50,49% dos motoristas trabalham por comissão, e 43,7% estão em regime de carga horária indefinida. Emerson relata que 70% dos caminhoneiros são comissionados, o que os leva a uma pressão constante para produzir e garantir sua renda.
A pesquisa do MPT também revela que 56% dos caminhoneiros trabalham entre 9 e 16 horas por dia, e quase 25% registram jornadas superiores a 13 horas. Apesar da legislação que prevê 11 horas de descanso diário e pausas regulares, muitos não conseguem respeitar essas normas.
Um estudo recente do MPT indica que cerca de 27% dos motoristas testados utilizam drogas para se manterem acordados e dirigirem longas horas. Jefferson Almeida, da Polícia Rodoviária Federal, confirma a alta incidência do uso de substâncias para combater a sonolência, incluindo medicamentos e drogas mais pesadas.
Para melhorar a situação, Alan Medeiros, da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, sugere que seja aumentada a oferta de pontos de parada seguras nas rodovias. Muitas vezes, os postos de combustíveis enfrentam lotação excessiva ou exigem que o motorista abasteça para utilizar as instalações.
As condições em que os caminhoneiros trabalham, incluindo a vulnerabilidade a sequestros durante o sono no caminhão, também são preocupantes. Del Caminhoneiro enfatiza que é preciso garantir uma infraestrutura que permita o cumprimento da lei sem comprometer a segurança dos motoristas.
A pesquisa de Michelle Engers Taube, doutora em psicologia, revela que a probabilidade de um caminhoneiro desenvolver transtornos mentais é três vezes maior quando a jornada excede 12 horas. Essa tensão, somada aos longos períodos longe da família, afeta diretamente a saúde emocional dos motoristas.
Cerca de 20% dos profissionais de logística enfrentam algum nível de vulnerabilidade emocional, conforme um levantamento da plataforma Moodar. O psiquiatra Alcides Trentin Junior alerta para a necessidade de avaliações periódicas, pois condições adversas aumentam os riscos de acidentes.
A saúde e segurança no trabalho dos caminhoneiros estão regulamentadas pela Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou por atualizações recentemente. As empresas devem agora identificar os riscos psicossociais a que os trabalhadores estão expostos, tornando a saúde mental uma prioridade em conjunto com as questões de segurança física.
Barbara Lippi, neurocientista, ressalta a importância de absorver esses novos enfoques, pois a saúde mental no ambiente de trabalho deve ser considerada uma condição coletiva. O procurador Paulo Douglas de Moraes observa ainda que a fadiga e o estresse não só prejudicam a vida dos motoristas, mas aumentam a probabilidade de acidentes nas estradas.
Por fim, a percepção societal sobre o estresse e os desafios enfrentados por quem dirige longas jornadas profissionais deve ser reavaliada. O compromisso do Estado em garantir melhores condições de trabalho é crucial para a saúde e a segurança dos caminhoneiros, uma profissão que deve ser tratada com a seriedade que merece.
Fonte da imagem: Reprodução
Fonte das informações: Ministério Público do Trabalho
No domingo (19/04) EmpreendePet segue no Espaço Alternativo: feira de empreendedorismo feminino, praça de comidas regionais e mais de 200 pets para adoção.
Guajará-Mirim gasta quase meio milhão com festa enquanto buracos, falta de saneamento e serviços expõem gestão improvisada; pede-se responsabilidade política.
Emanuel Schwantes Alves, 15, venceu o Mister Rondônia Teen 2026 representando Cacoal; é filho do apresentador Emanuel Alves, ex-participante do concurso.
These cookies are essential for the website to function properly.
These cookies help us understand how visitors interact with the website.
These cookies are used to deliver personalized advertisements.