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  • 17 Apr, 2026

Moradores de Porto Velho enfrentam preocupação com a seca antecipada; poços já estão secando e a demanda por serviços de limpeza e aprofundamento cresce.

Moradores dos bairros Igarapé, Flodoaldo e Aponiã, em Porto Velho, estão preocupados com a antecipação do período de seca. As previsões indicavam que a escassez hídrica ocorreria entre os meses de agosto e setembro, mas já há relatos de poços secando. O nível do lençol freático caiu rapidamente, surpreendendo os proprietários de imóveis que dependem da água subterrânea.

A demanda por serviços de limpeza e aprofundamento de poços tem aumentado, com trabalhadores da área registrando agendamentos de até duas semanas. O custo médio da mão-de-obra para limpeza é de R$ 400, e o valor aumenta com a necessidade de descer manilhas ou aprofundar o poço, conforme a complexidade do serviço.

A profundidade média dos poços nos bairros citados é de 11 metros, com alguns chegando a 13 metros apresentando pouca água. Comparando com o mesmo período do ano passado, a produção de água nos poços era significativamente maior.

Dona Laila Pereira da Silva é uma residente que tem enfrentado a falta de água em sua casa. No ano passado, ela contratou a limpeza e o aprofundamento de seu poço, que foi aumentado em dois metros. Recentemente, precisou solicitar nova limpeza com um aprofundamento adicional de 1,5 metro. “Mesmo assim a água é pouca e tem horas que não tem como subir na caixa d’água”, relatou ela.

O termo "poço amazônico" refere-se a um tipo de poço escavado, conhecido também como cacimba ou poço caipira. Esses poços são tipicamente rasos, com profundidade de até 20 metros, e retiram água do lençol freático. O nome "amazônico" é por vezes utilizado em algumas regiões para descrever poços que possuem um diâmetro maior e revestimento parcial ou total nas paredes.

Fonte da imagem: Rondoniaovivo

Fonte das informações: Rondoniaovivo