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Cooperativas de crédito se destacam por seu modelo de negócio, promovendo inclusão financeira e desenvolvimento socioeconômico, gerando R$ 25,9 bilhões em economia ao ano.
As cooperativas de crédito têm despertado crescente interesse em torno de seu diferencial. Muitas vezes, esse aspecto é associado ao impacto gerado por investimentos sociais, seja com recursos próprios ou provenientes do Fates, em atividades filantrópicas e educacionais.
Outro argumento recorrente é a presença marcante dessas cooperativas em municípios carentes, promovendo a inclusão financeira e o desenvolvimento socioeconômico. Essa atuação é especialmente fortalecida por meio de programas governamentais de crédito voltados à agricultura familiar e ao empreendedorismo.
No entanto, apesar da relevância desses fatores, frequentemente não se destaca a base principal do impacto social proporcionado pelas cooperativas: seu modelo de negócio. Para compreender essa questão, é fundamental revisitar o contexto histórico que deu origem a esse modelo.
A primeira cooperativa reconhecida mundialmente, formada pelos Pioneiros de Rochdale na Inglaterra em 1844, surgiu da necessidade de artesãos e operários, que enfrentavam dificuldades após a revolução industrial, de conseguir melhores condições de aquisição de mercadorias para o seu cotidiano. Esse modelo de negócio tinha como cerne a economia gerada tanto para o indivíduo quanto para o coletivo.
O impacto social originado por essa cooperativa inicial resultou da economia gerada, cuja replicação desse modelo pautou a expansão do cooperativismo. Assim, cooperativas agropecuárias, por exemplo, visam a armazenar produtos e comercializar em grande escala para garantir melhores preços e poder de barganha na aquisição de insumos, promovendo consequentemente um incremento na renda dos associados.
Esse mesmo padrão se aplica a diferentes ramos do cooperativismo, que têm como meta representar os interesses coletivos e proporcionar acesso a condições mais favoráveis de mercado.
No âmbito financeiro, as cooperativas exercem um papel semelhante: compram e vendem dinheiro entre seus associados sem o intuito de lucro, além de oferecer produtos e serviços financeiros a preços competitivos. O modelo de negócio nesse contexto é o de uma sociedade que opera para o benefício de seus membros, gerando impactos sociais tanto diretos quanto indiretos. Esses impactos incluem:
De acordo com dados do Banco Central, em 2021 a economia proporcionada a mais de 13 milhões de associados de cooperativas financeiras no Brasil foi de R$ 25,9 bilhões, principalmente por conta de taxas de juros mais justas aplicadas em linhas de crédito pessoal e empresarial.
Contudo, essa economia transcende números; ela se traduz em milhões de famílias com a oportunidade de investir em educação, pequenos empreendedores ampliando seus negócios e agricultores fortalecendo suas produções. Cada real economizado retorna à comunidade, gerando consumo, empregos e melhoria na qualidade de vida. Esse efeito multiplicador é fundamental na sustentação do conceito de “economia compartilhada” dentro do cooperativismo financeiro.
Ademais, diferentemente de instituições tradicionais, as cooperativas reinvestem seus resultados em seu próprio quadro social, seja por meio da distribuição de sobras ou da expansão de serviços, promovendo um sentimento de pertencimento e confiança que vai além de meras relações financeiras.
Embora os programas sociais sejam um grande diferencial das cooperativas, não devem ser considerados como o único fator capaz de gerar impacto social. O verdadeiro propulsor desse efeito é o modelo de negócio cooperativo, que atinge seu propósito inicial de resolver problemas econômicos ao criar inclusão e prosperidade.
Assim, é evidente que para alcançar uma sustentabilidade plena — abrangendo os aspectos econômico, social e ambiental — as cooperativas precisam continuar a gerar valor para seus associados. Somente assim, o impacto social que promovem poderá ser genuíno e duradouro.
Fonte da imagem: Assessoria
Fonte das informações: Assessoria
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