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  • 19 Sep, 2026

De 1º a 6 de setembro, começa a construção da Indicação Geográfica da carne de jacaré em Porto Velho, fortalecendo manejo sustentável, renda e acesso a mercados

O processo para a obtenção da Indicação Geográfica (IG) da carne de jacaré avançará para uma nova etapa entre os dias 1º e 6 de setembro, quando terá início a construção da IG, dando continuidade ao diagnóstico realizado em 2025.

As atividades ocorrerão na Reserva Extrativista Lago do Cuniã, em Porto Velho, local onde é realizado o manejo sustentável de crocodilianos para controle populacional. A prática é regulamentada, contribui para o equilíbrio ambiental e gera trabalho e renda para comunidades tradicionais.

O trabalho é realizado em cooperação entre a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Sebrae.

Para o prefeito Léo Moraes, a valorização dos produtos da sociobiodiversidade fortalece a economia local e incentiva o desenvolvimento sustentável. "A Indicação Geográfica representa mais valor ao produto, mais renda para as comunidades e mais visibilidade para o nosso município", afirmou.

Entre as atribuições do Ibama no processo estão a emissão da Guia de Transporte por meio do Sistema Nacional de Gestão da Fauna Silvestre (SisFauna), documento que regulariza o transporte dos couros provenientes do manejo, e o licenciamento do abatedouro onde ocorre o processamento dos animais.

O secretário da Semagric, Douglas Bener, destacou que o avanço do processo é uma oportunidade para fortalecer a cadeia produtiva: a construção da IG valoriza um produto genuinamente amazônico, incentiva a produção sustentável e amplia oportunidades para produtores e comunidades tradicionais.

Herlan Alves Lopes, diretor do Departamento de Desenvolvimento Rural e Técnicas Agrícolas da Semagric, explicou que o processo é realizado em etapas. O diagnóstico foi feito no ano anterior e agora segue-se para a fase de construção da Indicação Geográfica, com trabalho técnico e conjunto para reconhecer a origem, identidade e características da carne de jacaré.

Espera-se que o reconhecimento agregue valor ao produto, fortaleça o manejo sustentável para controle populacional e abra novos mercados, além de contribuir para consolidar Porto Velho e Rondônia como referências na produção sustentável e na valorização dos produtos da sociobiodiversidade amazônica.

Fonte das informações: Assessoria

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