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  • 19 Apr, 2026

O número de trabalhadores por aplicativos subiu 25,4% entre 2022 e 2024, atingindo quase 1,7 milhão. A informalidade persiste, com 71,1% sem vínculo formal.

Em 2024, o Brasil registrou um crescimento de 25,4% no número de pessoas que trabalham por meio de aplicativos, em comparação com 2022. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PnAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 17, o total de trabalhadores por aplicativo saltou de 1,3 milhão para quase 1,7 milhão.

A participação desses profissionais na população ocupada aumentou, passando de 1,5% para 1,9% dentro dos 88,5 milhões de ocupados no país. Segundo o analista do IBGE, Gustavo Fontes, esse aumento pode estar relacionado à busca por maior renda, além da flexibilidade de jornada e local de trabalho que essas atividades proporcionam.

Os tipos de serviços oferecidos por meio de aplicativos são diversificados. O setor de transporte de passageiros responde por 53,1% dos trabalhadores, seguido por entrega de produtos e refeições (29,3%), serviços gerais e profissionais (17,8%) e táxi (13,8%).

A pesquisa também revelou que a informalidade é um aspecto predominante entre esses trabalhadores: 71,1% deles não possuem vínculo formal, enquanto na população ocupada em geral esse percentual é de 44,3%. A maioria atua de forma autônoma, representando 86,1% do total.

O perfil dos trabalhadores por aplicativo demonstra que 83,9% são homens e 47,3% estão na faixa etária de 25 a 39 anos. Além disso, 59,3% deles possui ensino médio completo ou superior incompleto.

A região Sudeste é a que concentra a maior porcentagem de trabalhadores por aplicativo, com 53,7%, sendo a única região acima da média nacional de 2,2%.

Este levantamento foi realizado no terceiro trimestre de 2024, em parceria com a Unicamp e o Ministério Público do Trabalho (MPT), e é classificado como experimental. Além disso, o tema dos direitos trabalhistas de motoristas de aplicativos está em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF), que deve julgar em novembro a existência de vínculo empregatício entre esses profissionais e as plataformas digitais, um assunto que gera divisões entre trabalhadores e empresas.

Fonte da imagem: Freepik

Fonte das informações: IBGE