Carregando...

  • 17 Apr, 2026

Auditores do TCE de Rondônia fiscalizaram hospitais estaduais, evidenciando irregularidades graves, como superlotação e equipamentos parados, exigindo ações urgentes do governo.

A fiscalização realizada pelos auditores do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE) nas unidades de saúde da rede estadual revelou diversas irregularidades, elogiadas tanto por servidores quanto por usuários que enfrentam condições precárias nos hospitais. Lucivaldo da Costa, motorista que acompanhou a mãe em atendimento, expressou sua satisfação: "A gente fica feliz de ver o TCE fazendo a fiscalização", ressaltou.

No domingo, dia 13, as equipes do TCE vistoriaram o Pronto-Socorro João Paulo II, o Hospital de Base Ary Pinheiro, o Hospital Infantil Cosme e Damião e o Cemetron, referência em doenças infectocontagiosas. Durante as visitas, os fiscais ouviram profissionais de saúde e analisaram documentação e condições estruturais das unidades. Os gestores estaduais foram notificados ainda no domingo sobre os principais problemas identificados.

A fiscalização visa aprimorar o atendimento à população e as condições de trabalho dos profissionais de saúde. Irregularidades encontradas durante as inspeções foram consideradas recorrentes, com alguns problemas já reportados anteriormente.

No Pronto-Socorro João Paulo II, foram constatadas deficiências como a paralisação do aparelho de raio-X e a superlotação, onde corredores estavam sendo utilizados como área de internação. Os equipamentos, como ventiladores mecânicos e tomógrafo, apresentavam falhas. A infraestrutura estava deteriorada, com infiltrações e banheiros em estado crítico. Também foi notado o uso de panos coletivos para higienização das mãos, além da falta de insumos de limpeza, potencialmente gerando infecções hospitalares.

Na fiscalização do Hospital Infantil Cosme e Damião, foram identificadas ausências de servidores em plantão, equipamentos fundamentais parados por falta de manutenção e problemas de infraestrutura. Questões como a falta de ar-condicionado, já reportadas anteriormente, persistem, assim como a superlotação.

No Hospital de Base Ary Pinheiro, a inspeção revelou quantidade insuficiente de profissionais, afetando a classificação de risco no Centro de Obstetrícia e causando esperas nos corredores. A UTI Neonatal também apresentava equipe reduzida, e foram registrados problemas estruturais como vazamentos e a ausência de uma sala de recuperação pós-anestésica. Insumos básicos e medicamentos, incluindo seringas e luvas, estavam em falta.

No Cemetron, apenas um aparelho de gasometria estava em operação, enquanto o equipamento de bioquímica apresentava falhas constantes. Equipamentos estavam expostos em corredores e áreas externas, arriscando a segurança dos pacientes. A unidade também enfrentava cortes frequentes de energia elétrica e a ausência de uma sala para raio-X. O abrigo de resíduos estava sendo usado como depósito de materiais, expondo resíduos comuns ao ar livre.

As fiscalizações destacam a urgência de medidas por parte da gestão estadual para garantir a segurança assistencial, o cumprimento dos protocolos de atendimento e a integridade da infraestrutura hospitalar. Os resultados das vistorias irão subsidiar ações do Tribunal de Contas em sua função de controle e incentivo às melhorias nas políticas públicas.

Fonte da imagem: assessoria

Fonte das informações: Rondoniaovivo