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  • 17 Apr, 2026

A AGU solicita ao STF a investigação sobre o uso de informações privilegiadas relacionadas ao tarifaço de Trump, ligando a medida a movimentações no mercado cambial.

A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a abertura de uma investigação sobre o suposto uso de informações privilegiadas que visariam obter lucro a partir do tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil.

De acordo com a AGU, o intuito da investigação é verificar o possível vínculo entre o tarifaço e movimentações atípicas no mercado cambial brasileiro, tanto antes quanto após o anúncio de Trump, que impôs uma taxação de 50% sobre as exportações brasileiras a partir de 1° de agosto.

O órgão sustenta que, considerando os fatos noticiados, é possível inferir a existência de um contexto que se relaciona com investigações já em andamento sobre ilícitos penais associados à obstrução da Justiça. Além disso, a AGU aponta a possibilidade de ganho financeiro ilícito aproveitando o mesmo contexto que buscou dificultar a aplicação da lei penal.

O pedido de investigação foi protocolado na noite de sábado (19) dentro do inquérito em que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é investigado por sua atuação em promover medidas de retaliação do governo norte-americano contra o governo brasileiro e ministros do Supremo Tribunal Federal, além de tentar impedir o prosseguimento da ação penal sobre uma suposta trama golpista.

Eduardo Bolsonaro, que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, pediu licença de seu mandato parlamentar em março deste ano, alegando perseguição política, e mudou-se para os Estados Unidos. Essa licença termina hoje.

Na sexta-feira (18), Eduardo foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) no mesmo inquérito e, como resultado, foi obrigado a usar uma tornozeleira eletrônica e proibido de sair de casa entre às 19h e 6h. Essas medidas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que considerou haver risco de fuga do ex-presidente, que é réu em uma ação penal relacionada à tentativa de golpe de Estado em 2022 e deve ser julgado pelo Supremo em setembro.

Fonte da imagem: Reprodução

Fonte das informações: agênciaBrasil