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Ministério dos Transportes retoma obras da BR-319; licitações em abril e início da pavimentação em maio de 2026, com 340 km a pavimentar e R$678 milhões.
O Ministério dos Transportes anunciou na terça-feira (31) a retomada das obras da BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho e é a principal ligação entre Amazonas e Rondônia, paralisadas desde julho de 2024.
O cronograma divulgado estabelece a publicação dos editais de licitação em 10 de abril, a abertura das propostas em 30 de abril e o início efetivo da pavimentação em maio de 2026, aproveitando o período de estiagem na Amazônia, considerado mais favorável para intervenções rodoviárias.
O projeto concentra-se no chamado "trecho do meio", entre os km 250 e 590, onde serão pavimentados 340 quilômetros com investimento estimado em R$ 678 milhões. Em paralelo, foi assinada ordem de serviço para a construção de uma ponte de 320 metros sobre o rio Igapó-Açu, considerada essencial para garantir tráfego perene.
A retomada foi anunciada pelo ministro Renan Filho e contou com apoio da bancada amazonense. O senador Eduardo Braga destacou o avanço da iniciativa, afirmando que o Amazonas passa a ter "ordem de serviço, investimento e compromisso" para que o asfalto chegue de fato.
Historicamente, a BR-319 completa 50 anos sem ter sido totalmente concluída. A paralisação iniciada em julho de 2024 decorreu de entraves judiciais relacionados ao licenciamento ambiental; a reativação só foi possível após recentes ajustes na legislação ambiental que permitiram apresentar um novo modelo de execução e cronograma.
O projeto segue sob vigilância de órgãos de controle e de entidades ambientais, o que pode afetar prazos e custos ao longo da execução. Entre os desafios apontados estão cumprir o cronograma, manter o financiamento e superar resistências ambientais.
Do ponto de vista econômico, a pavimentação da BR-319 deve reduzir custos logísticos, especialmente para a Zona Franca de Manaus, e melhorar o acesso a serviços básicos para comunidades isoladas ao longo da rodovia.
Autoridades, empresas e comunidades acompanham a implementação com atenção, conscientes de que a efetividade da retomada dependerá do cumprimento dos prazos, da mitigação de impactos ambientais e da disponibilidade de recursos.
Fonte da imagem: DNIT
Fonte das informações: Rondoniaovivo
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