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  • 02 Aug, 2026

O Fundo Amazônia, com R$5,3 bilhões e 153 ações, completa 20 anos. Interrupções entre governos e troca de gestores comprometem seus resultados na Amazônia.

O Fundo Amazônia, prestes a completar 20 anos em 2028, financia desde sua criação um conjunto amplo de ações voltadas ao combate ao desmatamento, à recuperação florestal, à inclusão produtiva, à regularização fundiária e à prevenção de incêndios. Até o momento, foram apoiadas 153 iniciativas com recursos oriundos de doações que somam cerca de R$ 5,3 bilhões.

Apesar dos resultados acumulados, especialistas e gestores apontam que o Fundo ainda enfrenta obstáculos significativos. A alternância de governos e períodos de desinteresse administrativo comprometeram a continuidade de projetos considerados bem-sucedidos, reduzindo ganhos potenciais em iniciativas de longo prazo. A crítica central é que a interrupção de programas públicos pelas novas gestões agrava a dificuldade de enfrentar problemas estruturais na Amazônia.

Autores do debate sobre a política ambiental defendem medidas institucionais para reduzir a descontinuidade: maior interlocução com o Judiciário e o Legislativo, além de práticas administrativas que preservem programas técnicos independentemente das mudanças políticas. A meta é garantir que investimentos e ações de recuperação ambiental não fiquem sujeitos apenas ao calendário eleitoral ou às prioridades de curto prazo de cada governo.

Na política estadual de Rondônia, o ex-prefeito Hildon Chaves (União Progressista) lidera a disputa pelo governo. Em Porto Velho e no interior, observa-se um fenômeno de transposição de apoios: concorrentes locais que se apresentam como “hildistas” também declaram apoio a nomes como Marcos Rogério e Adailton Fúria, enquanto postulantes ligados a Rogério e Fúria reivindicam respaldo de lideranças de Chaves. A situação reflete a dinâmica de alianças regionais e a busca por capilaridade eleitoral nas bancadas do interior.

O MDB estadual aprovou a nominata para a Câmara dos Deputados em convenção recente, mesclando lideranças tradicionais, como Neirival Pedraça, e novos nomes com perfil social. Entre as novidades está a candidatura do Dr. Caio Machado, médico que coordena há mais de duas décadas uma operação de atendimento gratuito aos ribeirinhos de Rondônia. O partido busca se renovar após a perda de deputados que migraram para legendas de perfil conservador.

No Acre, o cenário eleitoral de 2026 ganha destaque por uma estratégia de gênero: a formação de uma chapa majoritária composta por mulheres, com Mailza de Assis como candidata ao governo e Jéssica Sales na vice. A iniciativa insere-se em uma tradição regional de protagonismo feminino — o Acre já elegeu uma governadora por voto direto — e visa disputar espaço contra adversários com estrutura consolidada na região Norte.

Em Rondônia, embora não haja, até o momento, candidaturas femininas ao governo estadual desde a tentativa de Fátima Cleide na eleição anterior, a presença feminina na política tem aumentado. O estado conta atualmente com cinco deputadas estaduais e candidaturas competitivas ao Senado, entre elas a deputada federal Silvia Cristina e a ex-deputada federal Mariana Carvalho. Para a Câmara dos Deputados, surgem nomes locais com força eleitoral, como Joliane Fúria (Cacoal), Euma Tourinho e Sofia Andrade (Porto Velho), além da deputada Cristiane Lopes, que busca reeleição.

O PDT homologou a postulação ao Senado do ex-senador Acir Gurgacz e confirmou nove candidaturas à Câmara dos Deputados. Entre os indicados estão Ricardo Frota (Porto Velho), o ex-vice-governador Airton Gurgacz (com base em Ji-Paraná) e o sindicalista Tito Paz (Porto Velho). O partido mantém diálogo aberto para formar coligações até o fim do período de convenções, em agosto, em preparação para as eleições de outubro.

Na Prefeitura de Porto Velho, a administração anunciou a previsão de entrega do serviço Expresso Porto em dezembro, projeto que pretende desviar o tráfego de caminhões das vias centrais da capital e melhorar a fluidez urbana. No plano partidário municipal e federal, o Podemos aprovou uma nominata para a Câmara dos Deputados que inclui deputados em busca de reeleição, como Cristiane Lopes (Porto Velho) e Rafael Fera (Ariquemes), além de nomes como o pastor Valadares e a juíza Euma Tourinho.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo

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