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  • 18 Sep, 2026

Grupo inclui Bartira e empresas de logística e e-commerce no processo; registra prejuízo de R$10 bi no 2º tri e diz que lojas e canais seguem funcionando.

Na noite de domingo (6), o Grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações.

Casas Bahia anuncia recuperação judicial com dívida de R$ 17,3 bilhões

Casas Bahia anuncia recuperação judicial com dívida de R$ 17,3 bilhões — vídeo publicado no Globoplay.

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O requerimento abrange várias empresas do grupo, incluindo a fabricante de móveis Bartira e companhias ligadas a logística, tecnologia e comércio eletrônico. A medida tem como objetivo reorganizar as finanças e renegociar dívidas enquanto as operações permanecem em funcionamento.

A decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador e apresentada em caráter de urgência. Os acionistas deverão analisar e ratificar a medida em Assembleia Geral Extraordinária a ser convocada pela companhia.

Segundo a empresa, a solicitação decorre da piora do cenário econômico, com juros elevados, restrição ao crédito, aumento dos custos financeiros e redução do consumo. A companhia informou também que não conseguiu concluir alternativas de captação de recursos que estavam em negociação.

A Casas Bahia afirmou que a recuperação judicial busca preservar a continuidade das atividades, proteger a geração de valor futuro e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento das obrigações, evitando a falência.

A empresa informou que pretende manter o funcionamento das lojas físicas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda, com o objetivo de reduzir impactos relevantes para consumidores e fornecedores.

No mesmo dia do pedido, foram anunciadas mudanças na liderança. O vice-presidente das áreas Jurídica e Tributária, Fábio Spina, deixou o cargo; permanecerá prestando consultoria durante o processo de reestruturação.

Foi nomeada Sírley Lima para comandar as áreas Jurídica, Tributária, de Compliance e de Controles Internos. Sírley tem mais de 20 anos de experiência em empresas como Heineken, Pernod Ricard, Souza Cruz e EY.

Houve ainda alterações no Conselho de Administração: saíram Jackson Schneider e Rogério Calderón. Com as mudanças, Cláudia Quintella Woods passou a integrar o Comitê de Auditoria Estatutário e André Luiz Helmeister assumiu uma vaga no Comitê de Finanças.

Apesar de deixar o Conselho, Jackson Schneider continuará à frente dos comitês responsáveis por auditoria, riscos, compliance e investigações internas da companhia.

A companhia registrou prejuízo superior a R$ 10 bilhões no segundo trimestre, resultado que atribuiu ao plano de redimensionamento da operação, que incluiu o fechamento de 298 lojas.

Fonte das informações: comunicado da Casas Bahia

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