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  • 01 Aug, 2026

A saída da polarização Lula-Bolsonaro passa por uma agenda mínima nacional: um programa de 15 anos para explorar terras raras e impulsionar o desenvolvimento.

A polarização entre lulistas e bolsonaristas tem se mostrado prejudicial ao país, segundo análises de atores políticos e observadores. Especialmente após a ascensão de Jair Bolsonaro à cena nacional, impulsionada por um erro de cálculo de adversários, a disputa binária tem reforçado a divisão e dificultado consensos necessários para o desenvolvimento.

Autoridades técnicas do governo defendem que a alternância entre líderes e a manutenção da polarização não são caminhos suficientes para superar a armadilha da renda média. Em resposta, propõe-se uma agenda mínima de desenvolvimento nacional centrada no aproveitamento das terras raras (TRs), buscando extrair mais valor dos recursos naturais e humanos do país.

Segundo esboços elaborados pelo setor técnico, uma estratégia bem articulada de aproveitamento das terras raras, com horizonte de cerca de 15 anos, poderia gerar riqueza, melhorar condições sociais e posicionar o Brasil como ator relevante na cadeia global de tecnologias, sem ficar na sombra de potências como EUA, China, Rússia ou Índia. Para que o programa prospere é necessário apoio amplo, acima de resistências políticas e interesses eleitorais.

Em Porto Velho, no último sábado, dia 25, o PDT realizou convenção estadual e homologou a candidatura do ex-senador Acir Gurgacz ao Senado, além de uma nominata com nove candidatos à Câmara dos Deputados. Acir, que já foi prefeito de Ji-Paraná e ocupou a presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado, atua como interlocutor junto ao governo federal em demandas de municípios rondonienses.

No mesmo dia, o MDB também fez sua convenção estadual, homologando a candidatura do senador Confúcio Moura à reeleição ao Senado e aprovando suas nominatas para a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. O partido lançou ainda o professor Pedro Abib como candidato ao governo de Rondônia, estreando na política estadual.

O PT confirmou, em convenção realizada no sábado à noite em Porto Velho, a candidatura do ex-deputado federal Expedito Neto ao governo estadual, com o dirigente Luis Carlos Teodoro (PSOL) na vaga de vice. Neto lidera uma aliança de cinco partidos chamada "Caravana da Esperança" e os petistas esperam levá-lo ao segundo turno para enfrentar o bolsonarista Marcos Rogério, que aparece à frente nas pesquisas estaduais.

Para o próximo dia 3, está prevista convenção na Unopar envolvendo integrantes da Federação União Progressista. O encontro promete debates acalorados entre postulantes ao Senado: a candidata do PP, Silvia Cristina, e a ex-deputada federal Mariana Carvalho, do União Brasil. Fontes da federação indicam que há reclamações de tratamento desigual que podem gerar atritos internos e exigir mediação dos dirigentes.

O jornalista e escritor Montezuma Cruz lançou o livro "50 Anos de Histórias, Direito em Terras em Rondônia". Autor com longa trajetória no jornalismo regional e nacional, Montezuma reúne em sua obra relatos históricos e episódios da vida rondoniense, somando-se a títulos anteriores que documentam a história local.

As convenções ainda em curso têm gerado conflitos internos. No PL, o candidato ao Senado Bruno Scheidt Bolsonaro assegurou o número preferencial da legenda, provocando tensão com o deputado federal Fernando Máximo. Também existem rachas no MDB em torno da homologação de Pedro Abib e insatisfações pontuais no PT quanto à candidatura de Expedito Neto.

Em meio à campanha, chama atenção a frequência de viagens internacionais do atual governador Marcos Rocha (Podemos). Ele tem estado frequentemente fora do estado, enquanto a campanha do candidato do seu partido, Adailton Fúria, segue em terreno local. A ausência do governador tem sido motivo de questionamentos nos bastidores sobre alinhamentos e estratégias eleitorais.

O PSD marcou sua convenção estadual para o dia 1º de agosto, quando deverá homologar a candidatura do ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria ao governo, com o empresário Everton Leoni como vice e o ex-secretário de Finanças Luís Fernando como postulante ao Senado. O partido, comandado no estado pelo governador, pretende eleger pelo menos cinco deputados estaduais, mas enfrenta desafios na disputa por vagas federais.

Obras federais na região também entram no debate eleitoral. A pavimentação de trechos da BR-319, na altura do Distrito de Realidade (AM), e o avanço das obras da ponte binacional em Guajará-Mirim, previstas para ganhar ritmo em agosto, são apontados como fatores que podem influenciar a dinâmica política local. O governo federal tenta ainda mitigar impactos relacionados ao pedágio da BR-364. Nos bastidores, circulam rumores sobre o apoio do ex-governador Ivo Cassol ao candidato Adailton Fúria, embora nada tenha sido formalizado.

Com prazos de convenções e homologações se aproximando, a cena política em Rondônia segue marcada por costuras de alianças, disputas internas e tentativas de construir agendas comuns — entre elas, a proposta de desenvolvimento baseada em terras raras, que setores técnicos defendem como oportunidade de convergência nacional.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: convenções partidárias e comunicados oficiais

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