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  • 01 Aug, 2026

Republicanos vetou a candidatura de Cleitinho por falta de definição e ausência na convenção; ele diz que seguirá candidato, mas pode ficar sem legenda.

O Republicanos decidiu nesta quarta-feira (29) vetar a candidatura do senador Cleitinho ao governo de Minas Gerais, apesar de ele liderar pesquisas de intenção de voto. A legenda justificou a decisão pela falta de definição clara do parlamentar e pela ausência dele na convenção estadual que ocorreu no último sábado.

O partido havia lançado a pré-candidatura de Cleitinho em 2 de março. O próprio senador condicionou a disputa ao desempenho em pesquisas e à ausência de outros nomes da direita interessados na vaga, e repetidamente adiou uma decisão final.

Interlocutores e adversários atribuem a impasse à hesitação do senador e ao receio de assumir a administração de um estado com dificuldades fiscais. A indefinição inclui ausências públicas de Cleitinho em eventos do partido e prazos sucessivos para anunciar sua posição.

Na terça-feira anterior à decisão do partido, uma pesquisa mostrou Cleitinho em primeiro lugar na disputa. Mesmo assim, a executiva nacional do Republicanos entendeu que não havia clareza suficiente para confirmar a candidatura, e o veto foi oficializado pelos dirigentes da legenda.

Após a divulgação da decisão partidária, a equipe do senador divulgou nota afirmando que ele mantém a intenção de concorrer ao Palácio Tiradentes. A divergência entre o posicionamento oficial do Republicanos e a declaração da assessoria cria incerteza sobre os próximos passos.

Há ainda um obstáculo legal: a legislação eleitoral exige que o candidato esteja filiado ao partido pelo qual pretende concorrer pelo menos seis meses antes da eleição. Esse prazo já expirou, o que impede a troca de legenda fora da janela definida pela Justiça Eleitoral e inviabiliza o registro de uma candidatura avulsa sem partido.

Além dos fatores eleitorais e judiciais, episódios pessoais e políticos contribuíram para o clima de hesitação. Em 18 de julho, Cleitinho perdeu o irmão mais novo, fato que levou o senador a se recolher por luto, segundo interlocutores. Antes e depois desse episódio, o parlamentar enfatizou publicamente que só iria em frente se liderasse pesquisas e se sentisse chamado pelo eleitorado.

Enquanto isso, partidos da base passaram a negociar alternativas. Com a indefinição do senador, PL e Republicanos avançaram em conversas para compor palanque com outros nomes, e houve movimentações para apoiar candidaturas de terceiros no estado.

A decisão do Republicanos tem impacto direto na estratégia eleitoral e na organização das campanhas proporcionais, já que a definição do candidato a governador influencia a confecção de materiais e a montagem das chapas.

Até a confirmação do veto, a disputa em Minas vinha sendo marcada por idas e vindas: anúncios de pré-candidatura, condicionamentos ligados às pesquisas, declarações no plenário do Senado e prazos sucessivos para uma decisão final, inclusive com menções à possibilidade de só definir a candidatura às vésperas do encerramento das convenções partidárias.

O impasse agora deve levar o Republicanos a formalizar alternativas locais e nacionais, enquanto Cleitinho e sua assessoria precisarão decidir se permanecem na legenda ou adotam outras medidas diante da impossibilidade legal de mudança de partido fora do prazo.

Fonte da imagem: Cleitinho (Republicanos-MG)

Fonte das informações: G1

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