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  • 18 Sep, 2026

Fechamento integra pedido de recuperação judicial do Grupo, que já fechou quase 300 lojas e demitiu cerca de 3 mil funcionários; Edson encerra 21 anos.

O Grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial no Foro Central Cível de São Paulo no domingo (16) com o objetivo de renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações. A medida abrange a própria companhia e outras nove empresas do grupo.

A decisão, aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador, ocorre após um processo de reestruturação que iniciou em 2023. A empresa afirma que pretende manter o funcionamento das lojas físicas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda durante a recuperação.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o empregado Edson Silva, que trabalhava na unidade de Ponta Porã (MS), relatou ter sido informado sobre o fechamento da loja durante uma reunião e desabafou ao encerrar uma trajetória de 21 anos na rede. Ele agradeceu a colegas, gestores e clientes e disse que sente “o coração partido” ao mesmo tempo em que tem “sentimento de dever cumprido”.

Edson lembrou que, ao longo das duas décadas, o trabalho na rede foi responsável pelo sustento da família e pela criação dos filhos. Apesar da tristeza, evitou críticas à empresa e manifestou esperança quanto ao futuro: “Deus fecha uma porta e lá na frente com certeza vai abrir outras”.

A empresa informou que as medidas adotadas fazem parte de um esforço para reduzir despesas e recuperar o equilíbrio financeiro. Somente em agosto, o grupo demitiu cerca de 3 mil funcionários e fechou quase 300 lojas; no total, considerando as etapas da reestruturação mencionadas no processo, foram reduzidos aproximadamente 11,6 mil postos de trabalho e fechadas cerca de 355 lojas.

A tabela a seguir resume os principais impactos relatados pela companhia.

Período/MedidaEmpregosLojas
Somente em agostocerca de 3.000quase 300
Resultado das etapas de reestruturaçãoaproximadamente 11.600cerca de 355
Estrutura atual informada pela empresamais de 20.000 empregadosmais de 700 lojas em funcionamento

No pedido de recuperação judicial, a varejista classifica a crise como conjuntural e defende a viabilidade de suas operações. A recuperação judicial, mecanismo previsto na legislação brasileira, permite renegociação de dívidas sob supervisão da Justiça com a intenção de evitar a falência, preservar empregos e manter a atividade empresarial enquanto se busca o reequilíbrio financeiro.

O fechamento da unidade em Ponta Porã e as demissões locais ilustram o impacto humano da reestruturação, segundo relatos de funcionários. A companhia afirma que as ações tomadas visam reduzir custos e recuperar a saúde financeira do grupo, preservando, na medida do possível, as operações restantes.

Fonte das informações: g1.globo.com

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