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  • 01 Aug, 2026

Com 73 anos e 54 de carreira, Alckmin foi confirmado pelo PSB para continuar na vice de Lula; como ministro, coordenou a resposta ao tarifaço dos EUA.

O PSB confirmou nesta quarta-feira (29), durante convenção nacional em Brasília, que Geraldo Alckmin será candidato a vice na chapa de reeleição encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva. Alckmin, de 73 anos, acumula 54 anos de trajetória política.

Natural de Pindamonhangaba (SP), nasceu em 7 de novembro de 1952 e é formado em medicina pela Universidade de Taubaté, com especialização em anestesiologia. Ao longo da carreira exerceu mandatos como vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal, vice-governador, governador e ministro.

A confirmação pelo PSB formaliza uma aliança já anunciada pelo presidente meses antes: Lula declarou que manteria Alckmin na vaga de vice, repetindo a parceria iniciada em 2022. A recondução consolida uma relação que superou resistências internas no PT e transformou um antigo adversário eleitoral em aliado.

Alckmin foi um dos principais quadros do PSDB por mais de três décadas antes de filiar-se ao PSB em 2022. A aproximação com Lula foi facilitada por interlocuções como as de Fernando Haddad e Márcio França, e teve como objetivo atrair eleitores de centro e fortalecer a candidatura em São Paulo, estado onde Alckmin construiu sua carreira.

Como vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (cargo que ocupou até abril deste ano), Alckmin ganhou destaque por sua atuação em articulações com o setor produtivo. Foi responsável por coordenar a resposta do governo federal às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras.

No ministério, apresentou medidas de apoio à indústria e à modernização da cadeia produtiva. Entre as iniciativas que liderou estão programas de crédito e estímulo à inovação e à mobilidade elétrica, além de medidas temporárias para aquecer o mercado automotivo e renovar frotas.

Alckmin também atuou em medidas emergenciais: representou o governo federal no Rio Grande do Sul após as fortes chuvas, articulando a liberação de recursos para diminuir os impactos sobre a produção industrial local.

Em temas tributários, posicionou-se a favor da manutenção do imposto sobre remessas internacionais de baixo valor — a chamada "taxa das blusinhas" — argumentando que a cobrança preservava empregos. A proposta gerou divergências no governo e acabou revogada pelo presidente Lula diante da pressão política em ano eleitoral.

Ao longo do mandato, Alckmin protagonizou episódios públicos que chamaram atenção: criticou a posse de Nicolás Maduro como presidente da Venezuela, afirmou que “quem defende ditadura não devia nem ser candidato” ao mencionar Flávio Bolsonaro e devolveu presentes recebidos da Arábia Saudita por recomendação da Receita Federal.

Em sua vida pessoal, é casado há quase 50 anos com a professora Maria Lúcia Ribeiro Alckmin (Lu Alckmin) e teve três filhos — Sophia, Geraldo e Thomaz. Thomaz morreu em 2015 em um acidente de helicóptero. O casal tem sete netos.

A trajetória pública de Alckmin começou na política municipal de Pindamonhangaba, onde foi vereador e prefeito ainda jovem. Na esfera estadual, foi vice-governador e foi governador de São Paulo por 14 anos ao todo, tornando-se o chefe do Executivo paulista que mais tempo permaneceu no cargo desde a redemocratização.

Sua gestão em São Paulo enfrentou críticas e investigações: o Ministério Público de São Paulo denunciou Alckmin por supostos crimes eleitorais e de corrupção com base em depoimentos de delatores. A defesa sempre negou irregularidades, afirmando que as doações de campanha obedeceram à legislação.

Alckmin disputou a Presidência da República duas vezes, em 2006 e em 2018, obtendo no primeiro pleito o segundo lugar e em 2018 a quarta posição. No atual ciclo eleitoral, assume a vice na chapa de Lula em uma fórmula que busca manter a coalizão construída em 2022.

Além da atuação política, há registros de intervenções pontuais de Alckmin como médico em eventos públicos, como o atendimento a uma pessoa em Manaus em 2024 e a participação em campanhas de imunização.

Fonte das informações: g1

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