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  • 04 Aug, 2026

Haddad aposta em críticas à privatização da Sabesp, destacando falta d'água no interior, e no impacto do 'tarifaço' sobre sucroalcooleiro e indústria.

A coordenação da campanha do PT ao governo de São Paulo definiu três eixos principais para disputar votos e levar a eleição ao segundo turno: a denúncia da privatização da Sabesp, a defesa da soberania nacional diante de intervenções externas e a crítica a um "tarifaço" que, segundo o partido, prejudica setores produtivos do estado.

Quem apresenta a estratégia é Kiko Celeguim, coordenador da campanha de Fernando Haddad e presidente do PT-SP. Ele afirmou que o partido parte na liderança já no primeiro turno e que pretende ampliar apoio ao longo da campanha.

Celeguim disse que a campanha buscará explorar "vácuos" na candidatura adversária de Tarcísio, citando insatisfações entre prefeitos e deputados da base, e que a tática é aproximar-se e vencer "na reta final".

Sobre a Sabesp, a campanha vai focar na falta de água em municípios do interior e em áreas da região metropolitana de São Paulo, atribuindo às políticas propostas pelos adversários risco de perda de controle público sobre o abastecimento.

Os temas apresentados como nacionais — incluindo o que a campanha chama de aumento tarifário imposto por políticas externas e as intervenções dos Estados Unidos — são colocados como relevantes para São Paulo por concentrar setores econômicos e populações diretamente afetadas.

"A gente vai mostrar que tem apoio da população, que tem lastro no discurso em defesa da soberania nacional, e vamos acusar as mazelas da Sabesp", afirmou Celeguim, destacando a intenção de combinar críticas locais e nacionais na comunicação do partido.

O chamado "tarifaço" será explorado com ênfase nos prejuízos aos setores sucroalcooleiro e a indústrias como a de papel e a calçadista, segundo a coordenação da campanha.

Celeguim também criticou a postura do adversário: "Vamos posicionar a falta de entusiasmo [de Tarcísio] na defesa do Estado de São Paulo, que nós somos contra o tarifaço", declarou, atribuindo ao rival distanciamento das demandas estaduais.

Para difundir esses argumentos, a campanha de Haddad pretende usar inserções na TV e no rádio e explorar o tempo do programa eleitoral ao longo da campanha.

Fernando Haddad participou de uma palestra nesta segunda-feira (29), ocasião em que a coordenação começou a detalhar esses eixos de campanha.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: g1.globo.com

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