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  • 01 Aug, 2026

Recursos das apostas vão financiar o Funapol da Polícia Federal com repasses graduais (1% em 2026, 2% em 2027, 3% em 2028), remanejando verba da seguridade.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta quinta-feira (30), uma lei que destina até 3% da arrecadação das apostas esportivas ao Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal (Funapol).

A norma teve origem em medida provisória e foi aprovada pelo Congresso Nacional neste mês.

Atualmente, a maior parte da arrecadação das bets — 85% — é destinada às empresas que operam as apostas. A nova lei não altera esse percentual nem o total arrecadado pelas apostas; ela redistribui parcelas que antes eram direcionadas à seguridade social para incluir também o Funapol.

Segundo o governo federal, as despesas da seguridade social continuarão sendo custeadas por outras fontes do orçamento, de forma que a mudança não reduzirá o financiamento dessas políticas.

O objetivo da alteração é financiar as atividades da Polícia Federal e também permitir o custeio de despesas com a saúde dos policiais. O Funapol já recebia recursos de outras fontes, como doações e transferências voluntárias de estados e de organismos internacionais voltados ao combate ao crime organizado; agora passará a receber também parcela da arrecadação das bets.

O repasse da arrecadação das apostas à Polícia Federal será feito de forma gradual, conforme programação abaixo.

AnoPercentual
20261%
20272%
2028 em diante3%

Neste ano, o Funapol também deve receber um aporte adicional de R$ 200 milhões do governo federal.

Além do pagamento de prêmios e do recolhimento do Imposto de Renda sobre as premiações, a parcela restante da arrecadação das bets é distribuída entre iniciativas previstas em lei, como ações na educação básica e no ensino técnico. Com a nova regra, a Polícia Federal passa a integrar formalmente a lista de beneficiários desses recursos.

Durante a sanção, o presidente mencionou também uma reivindicação da associação ligada a mulheres das forças de segurança, cobrando correções nas distorções da reforma da Previdência de 2019: "É uma reivindicação de uma emenda para corrigir as distorções de que foram vítimas na reforma da Previdência de 2019. Todas as categorias tiveram diferenciação de gênero, e só a polícia não teve", afirmou.

Fonte da imagem: Reprodução/CanalGov

Fonte das informações: g1.globo.com

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