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Levantamento revela novo boletim contra o vereador Marcos Combate; ele é acusado de ameaçar com arma, agredir um homem em sorveteria e hackear WhatsApp da ex.
Um novo registro de agressão envolvendo o vereador Marcos Combate (Avante) foi identificado em levantamento jornalístico. O documento acessado nesta terça-feira (19) é um termo circunstanciado, agora arquivado, que descreve agressão física contra um homem de 32 anos.
O boletim de ocorrência 108060/2021, registrado em julho de 2021 na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Porto Velho, relata que a vítima, identificada pelas iniciais E.J.S.A., estava em uma sorveteria na zona Norte da capital acompanhada da filha de 4 anos quando foi abordada pelo parlamentar.
Segundo o registro, o vereador chamou a vítima para fora do estabelecimento, a ameaçou com uma arma de fogo — descrita no boletim como aparentemente uma pistola — e desferiu um soco no rosto do homem, fugindo em seguida.
O motivo apontado no boletim é ciúme: o agressor, inconformado com a separação, suspeitava que a vítima mantinha relacionamento com sua ex-esposa.
A vítima relatou ainda que o vereador teria acessado o celular da ex-mulher e, fazendo-se passar por ela, enviado mensagens com ameaças de morte e injúrias por meio do WhatsApp pouco antes do episódio na sorveteria. Em seguida, foi encaminhada solicitação de exame de corpo de delito por meio do ofício 227/2021; o laudo atestou as lesões descritas no processo.
Documentos anexados ao processo mostram, conforme o registro, que um empresário entrou em contato com a ex-esposa da vítima para relatar o suposto caso extraconjugal. Em conversa posterior registrada nos autos, o próprio vereador admite a agressão e se compromete a custear tratamento psicológico para a criança que presenciou a cena e ficou traumatizada.
Em depoimento ao delegado Osmar Luiz Casa, Marcos Combate negou portar arma no momento do episódio e afirmou ter ido ao local apenas para "tomar satisfação" de forma amigável, após ser informado por amigos que a vítima o difamava e o chamava de "corno", além de espalhar que mantinha relacionamento com sua ex-mulher.
Na versão apresentada pelo vereador, a vítima teria se alterado e tentado agredi-lo primeiro com um soco; ele diz ter se esquivado e revidado com um golpe que atingiu o lábio do supervisor. As agressões constam no processo e foram comprova das por meio do exame de corpo de delito.
O termo circunstanciado integra um conjunto de registros que, segundo o levantamento, soma mais de cinquenta ocorrências associadas ao parlamentar. O caso descrito ocorreu em julho de 2021 e o documento está atualmente arquivado nos autos policiais.
Fonte das informações: Rondoniaovivo
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