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  • 21 Sep, 2026

Audiência sobre Zoneamento Socioeconômico-Ecológico em Rondônia terminou com produtores denunciando esvaziamento; senador Marcos Rogério ficou até o fim.

Uma audiência pública realizada nesta quinta-feira, 18, na Assembleia Legislativa de Rondônia para discutir a atualização do Zoneamento Socioeconômico-Ecológico terminou com protestos de produtores rurais diante do esvaziamento do plenário enquanto esperavam para falar.

O encontro reuniu parlamentares, produtores, representantes do Ministério Público de Rondônia, da Procuradoria-Geral do Estado, da Sedam, da OAB-RO e da Defensoria Pública. A pauta trata diretamente de regras sobre produção rural, uso do solo, segurança jurídica e desenvolvimento regional.

Após as falas iniciais de autoridades e representantes institucionais, parte do público presente passou a denunciar que integrantes do auditório deixaram o local antes do encerramento. Produtores relataram frustração por não terem sido ouvidos depois de horas de exposições e associaram a saída de autoridades à perda de confiança da população na política.

No cenário de reclamação, ganhou destaque a permanência do senador Marcos Rogério, que permaneceu no auditório até o fim. Em discurso durante a audiência, ele afirmou ter desmarcado compromissos para acompanhar a sessão e ouvir as demandas do setor: “Eu desmarquei a minha agenda inteira porque o meu compromisso não é com o relógio ou com a vaidade, é com o rondoniense que está aqui clamando por socorro. Um líder de verdade é aquele que senta e escuta.”

O prefeito de Candeias do Jamari, Lindomar Garçom, e produtores também ressaltaram a presença do senador como contraste com a saída de outras autoridades antes do encerramento. A permanência de representantes considerados próximos ao setor foi percebida como gesto político e simbólico durante a audiência.

O tema do zoneamento é sensível no estado porque serve como base para definir o que pode ser produzido, onde os investimentos são permitidos e quais áreas ficam sujeitas a restrições. Por isso, produtores interpretaram o esvaziamento do plenário como indiferença diante de uma matéria que afeta a economia e a vida de milhares de famílias rurais.

O episódio ampliou a tensão em uma discussão já marcada por conflito entre interesses produtivos e normas ambientais, elevando as expectativas sobre encaminhamentos e a necessidade de diálogo efetivo entre autoridades e representantes do campo.

Fonte da imagem: Assessoria

Fonte das informações: Assessoria

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