PF investiga morte de brasileira encontrada em hotel em Zagreb
Kathlyn Izabel, 28, viajou à Sérvia por oferta de trabalho, foi levada à Croácia; certidões e novo laudo apontam causa indeterminada; PF aguarda toxicológicos.
Carregando...
Parceira, cuidada por ele durante quimioterapia e portadora de Ehlers-Danlos, relata abusos enquanto dormia; ele confessou e foi condenado a 6 anos e 8 meses.
Adelle Overton diz ter vivido 13 anos ao lado de Steven Uden até descobrir que, nas palavras dela, ele a estuprava enquanto ela dormia. O caso veio à tona quando Uden confessou o crime à polícia e foi condenado.
Os dois se conheceram em 2009, nas filmagens de um filme de zumbis em Nottingham. Uden trabalhava com maquiagem e atuava; Adelle fazia parte do elenco. Mantiveram a amizade mesmo estando em outros relacionamentos e começaram a namorar em 13 de janeiro de 2012.
O casal trabalhava junto em experiências de terror, interpretando zumbis. Em 2017, Adelle precisou abandonar esse trabalho após o diagnóstico da síndrome de Ehlers-Danlos. No início de 2018, Uden passou a atuar como seu cuidador e, segundo ela, deixou até o emprego para cuidar dela.
Adelle relata que no começo o relacionamento parecia afetuoso. "Ele era maravilhoso. Eu o amava profundamente", diz. Com o tempo, porém, percebeu comportamentos controladores: Uden passava a outros a impressão de que ela não conseguiria realizar certas tarefas e tomava decisões sobre o que ela poderia ou não fazer.
A suspeita de abuso surgiu em 2020, enquanto Adelle fazia quimioterapia para tratar um câncer de mama. Ela afirma ter acordado em alguma ocasião enquanto Uden estava realizando atos sexuais com ela. Na época, ele justificou o episódio com desculpas que Adelle aceitou diante do estresse do tratamento.
Depois disso, Adelle passou a ter dificuldades para dormir, relação íntima com o parceiro e episódios de pesadelos que remeteram a abusos anteriores. Mesmo desconfiando, por meses ela preferiu acreditar nas explicações do companheiro.
Em 2025, durante o tratamento de câncer de intestino de Uden, ele começou a falar sobre não ter cuidado bem de Adelle. Em uma conversa que se estendeu por dois dias, Uden telefonou a um amigo e admitiu o abuso; depois voltou para casa e confessou à própria namorada.
Adelle falou na sequência em terapia de grupo e foi incentivada pela conselheira a chamar a polícia. A detetive Eleanor Kirton, da Polícia de Derbyshire, tomou o caso, ouviu o depoimento de Adelle e prendeu Uden.
Segundo a detetive, ao ser interrogado Uden confessou imediatamente os atos. Ele foi acusado de dois crimes de estupro, declarou-se culpado e foi condenado a seis anos e oito meses de prisão.
Embora a acusação formal tenha sido por duas ocasiões, Adelle afirma que Uden confessou ter cometido os atos "sete ou oito vezes". Exames forenses e toxicológicos não conseguiram confirmar se ele dopava a companheira, apesar da suspeita dela de que ele manipulava e aumentava doses de sedativos para mantê-la dormindo.
Adelle conta que Uden tinha acesso aos seus medicamentos e separava seus comprimidos, o que alimentou a hipótese de que ela era deliberadamente mantida em estado sonolento. Não houve, porém, provas apresentadas no tribunal que comprovassem a administração intencional de drogas.
O caso teve impacto na família. A filha de Adelle, Shari Overton, afirma que a mãe mudou desde a descoberta dos crimes e elogia a coragem dela por ter denunciado e levado o caso adiante.
A detetive Kirton destaca que o depoimento e a coragem de Adelle ajudaram a proteger outras vítimas em potencial, e incentiva quem desconfia de abuso em relacionamentos a procurar a polícia e os serviços de apoio.
Adelle diz ainda não entender por que o parceiro que a cuidava por tanto tempo passou a abusar dela enquanto dormia. Ela afirma que, embora ainda sinta afeto, houve uma sensação profunda de traição ao perceber que não conhecia a pessoa com quem viveu por 13 anos.
Hoje, Adelle espera que sua história sirva de alerta para pessoas vulneráveis, especialmente para quem depende de cuidadores. "Ninguém deve aceitar esse tipo de intimidade. Ninguém deve", afirma.
Fonte das informações: G1
Kathlyn Izabel, 28, viajou à Sérvia por oferta de trabalho, foi levada à Croácia; certidões e novo laudo apontam causa indeterminada; PF aguarda toxicológicos.
Após punição por assédio sexual, STJ manteve Buzzi afastado mas pagando vencimentos; AGU pede suspensão imediata dos pagamentos e retenção em conta judicial.
Investigada pelo CNJ por mensagens ofensivas em grupo de WhatsApp, a vice-presidente do TRT-17 foi afastada, responde a processo penal no STJ e pode ter PAD.
These cookies are essential for the website to function properly.
These cookies help us understand how visitors interact with the website.
These cookies are used to deliver personalized advertisements.