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  • 17 Apr, 2026

O Pix chegou aos EUA, permitindo que turistas brasileiros paguem diretamente em reais. A nova funcionalidade busca facilitar o consumo e reduzir custos para lojistas.

O sistema de pagamentos instantâneos conhecido como Pix, desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, foi oficialmente lançado nos Estados Unidos em 23 de agosto. A novidade ocorre em um contexto onde o ex-presidente Donald Trump e autoridades americanas estão investigando o modelo. Com a parceria entre a fintech brasileira PagBrasil e a Verifone, os lojistas credenciados na Verifone podem agora aceitar pagamentos via Pix.

O novo serviço, denominado Pix Internacional, possibilita que turistas brasileiros realizem compras nos Estados Unidos e paguem diretamente em reais. A transação ocorre com uma conversão cambial automática, dispensando o uso de cartões de crédito e permitindo que a compra seja feita diretamente na maquininha do vendedor.

Os dados da International Trade Administration dos EUA revelam que 1,9 milhão de brasileiros viajaram ao país em 2024, gastando cerca de US$ 4,1 bilhões. A implementação do Pix Internacional promete transformar a experiência de consumo desses turistas durante suas visitas.

Anteriormente, a utilização do Pix por turistas era limitada, exigindo que fossem usadas chaves vinculadas a lojistas brasileiros. Agora, os comerciantes nos Estados Unidos podem inserir o valor da compra em dólares, gerando um QR Code para o pagamento. Ao escanear o código, os consumidores visualizarão o valor convertido para reais, já incluindo o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 3,5%. Assim como no Brasil, a confirmação da transação é rápida, com o valor creditado na conta do vendedor quase que imediatamente.

Ralf Germer, CEO da PagBrasil, expressou sua satisfação em levar o Pix Internacional ao mercado americano, destacando que essa cooperação amplia a presença global do sistema e proporciona aos lojistas uma alternativa eficaz para atrair o gasto dos turistas brasileiros.

Uma das principais vantagens do Pix Internacional para os lojistas é a redução de custos em transações, que são de aproximadamente 2%, sem taxas adicionais, em comparação com o custo de 2% a 3% das operações com cartão de crédito. Além de ser instantâneo, o Pix diminui o risco de contestações de pagamentos, o que contribui para reduzir custos operacionais.

A tecnologia foi projetada para se integrar a qualquer sistema de pagamento já existente nos estabelecimentos, sem a necessidade de atualizações ou troca de equipamentos. Isso é viável devido à API de métodos alternativos de pagamento da Verifone, que está presente em 75% dos maiores varejistas dos EUA e opera em 165 países.

O Pix não é novidade apenas para o mercado americano; em 2023, ele foi introduzido na Argentina, através de maquininhas Mercado Pago, do Mercado Livre, e no ano seguinte chegou a Portugal com a empresa Unicred.

O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos começou a ser desenvolvido em 2018, durante o governo de Michel Temer, e foi lançado oficialmente em 2020, sob o governo de Jair Bolsonaro. Desde então, o Pix se tornou o método de pagamento mais utilizado no Brasil, com movimentações que alcançaram R$ 26,455 trilhões em 2022. Consequentemente, as instituições financeiras e operadoras de cartões de crédito viram uma diminuição significativa em suas receitas, uma situação que foi alvo de críticas por parte de Donald Trump.

O ex-presidente americano solicitou ao Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR) uma investigação sobre o modelo de pagamento brasileiro, alegando que ele poderia impactar os negócios de empresas americanas. A documentação reforça que o Pix pode prejudicar a competitividade das companhias que atuam no comércio digital, elevando custos e riscos.

Em resposta a essas críticas, o governo brasileiro lançou uma campanha em redes sociais para defender o Pix, enfatizando sua importância para a economia nacional, especialmente em apoiar pequenos e microempresários.

Fonte das informações: Idaron