Assessor da Fifa renuncia por proposta de venda de direitos da Copa
Cordeiro renunciou após proposta de vender 20% de subsidiária (US$20 bi) que geriria direitos comerciais da Copa; dirigente critica falta de transparência.
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Coluna desmente risco de invasão militar na Amazônia, responsabiliza o governo pela exploração ilegal e resume alianças, candidaturas e disputas em Rondônia.
O temor de uma ocupação militar estrangeira na Amazônia voltou a circular nas redes, retomando uma narrativa nacionalista que remonta ao período da ditadura. A ideia ganhou nova força a partir de uma declaração de 1989 atribuída ao então senador Al Gore, segundo a qual “a Amazônia não é só dos brasileiros, mas de todos nós”, e de um mapa falso compartilhado na internet que supostamente mostraria parte da floresta internacionalizada.
Pesquisas e checagens apontaram que o mapa foi fabricado e ligado a um livro inexistente, mas a desinformação alcançou entidades e público amplo. Especialistas e autoridades destacam que uma ocupação militar estrangeira seria logisticamente custosa, provocaria repúdio internacional e, na prática, não seria necessária para quem busca os recursos da região, já que empresas e governos podem adquiri‑los por meios econômicos.
O problema real, afirmam analistas, segue sendo a exploração ilegal de recursos — mineração e extração predatória — cuja repressão cabe ao governo federal e às autoridades estaduais. A responsabilização política e a implementação de políticas públicas efetivas são apontadas como essenciais para conter a degradação e o crime ambiental na região.
Na cena política de Rondônia, as convenções partidárias marcadas para julho devem formalizar candidaturas ao governo, ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa. O senador Confúcio Moura (MDB) anunciou a indicação do professor Pedro Abib para disputar o governo e segue como candidato ao Senado em busca de reeleição.
O ex-governador Ivo Cassol (PP) apoiou a postulação do ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD), chapa que também conta com o aval do governador Marcos Rocha. A disputa estadual apresenta múltiplas candidaturas regionais, com pelo menos sete nomes em campo para vagas que podem influenciar composições de vices e alianças.
O ex-senador Acir Gurgacz (PDT) reafirmou nas emissoras de rádio sua intenção de disputar uma das vagas ao Senado. Gurgacz destaca sua experiência parlamentar, incluindo presidência da Comissão de Infraestrutura, e afirma manter interlocução em Brasília para viabilizar recursos federais destinados a municípios rondonienses.
A Federação formada por União Brasil e Partido Progressista fechou chapa para a Câmara dos Deputados com nomes considerados competitivos no estado. Entre os nomes citados estão os deputados federais Mauricio Carvalho e Thiago Flores, a vereadora Elis Regina, o líder Celio Lopes e o ex-prefeito de Ji-Paraná Jesualdo Pires.
Do atual grupo de deputados federais por Rondônia, Silvia Cristina (Ji‑Paraná) e Fernando Máximo (Porto Velho) optaram por disputar vagas ao Senado, abrindo espaço na lista de concorrentes à reeleição. Permanecem na disputa por renovar mandatos Mauricio Carvalho, Cristiane Lopes, Coronel Chisostomo (Porto Velho), Thiago Flores, Rafael Fera (Ariquemes) e Lúcio Mosquini (Ouro Preto do Oeste). Mosquini surge em situação mais confortável; outros candidatos enfrentam concorrência intensa e riscos eleitorais.
No Cone Sul do estado, o lançamento da candidatura da empresária Sandra Bagatoli, esposa do senador Jaime Bagatoli (PL), fragmentou a região, tradicionalmente dominada por clãs políticos. A pulverização de votos torna mais difícil eleger um representante federal; nomes ligados aos clãs Donadon, Neiva de Carvalho e Bagatoli aparecem como os mais competitivos, e o deputado estadual Ezequiel Neiva surge como um dos postulantes com maior chance, embora enfrente risco de inelegibilidade.
Em notas rápidas sobre a economia e a vida pública: o setor leiteiro brasileiro perdeu cerca de 200 mil produtores nos últimos anos, um fenômeno que também atinge Rondônia, onde uma CPI investiga as causas da crise no segmento; o calendário legislativo federal está mais lento devido à Copa do Mundo, com parlamentares focados em visitas às bases eleitorais; e Porto Velho registra aumento no número de pessoas em situação de rua, incluindo migrantes vindos do interior.
Fonte da imagem: Divulgação
Fonte das informações: Rondoniaovivo
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