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  • 17 Jun, 2026

Estudantes da rede estadual de Rondônia afetados pelo apagão na plataforma não têm plano formal de recomposição; MP exige diagnóstico, protocolo e cronograma.

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Estudantes da rede estadual de Rondônia afetados pela interrupção das aulas por mediação tecnológica ainda não têm garantias claras sobre a recuperação do conteúdo perdido. Em reunião com o Ministério Público de Rondônia (MPRO), realizada nesta segunda-feira (15), a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) admitiu não dispor de um plano formal de recomposição da aprendizagem.

Representantes da Seduc, entre eles o secretário estadual de Educação, Massud Jorge Badra Neto, informaram que uma estratégia pedagógica está “em construção” e será integrada ao plano de contingência já existente.

Enquanto o documento não é finalizado, a secretaria apresentou aos promotores medidas em estudo, como a aplicação de simulados diagnósticos para identificar o impacto real no aprendizado e a avaliação da necessidade de convocar alunos para repor aulas aos sábados.

O apagão na rede de mediação durou cerca de dois dias. A Seduc reconheceu que a paralisação não decorreu de falhas tecnológicas, mas de má gestão contratual: uma sucessão de contratos emergenciais e a lentidão na conclusão de um novo processo licitatório levaram a empresa de produção audiovisual a manifestar intenção de paralisar os serviços, afetando todo o sistema de ensino mediado do estado.

O Grupo de Atuação Especial da Educação (Gaeduc), conduzido pela promotora de Justiça Luciana Ondei Rodrigues Silva, cobrou um direcionamento consolidado para a reposição das aulas e pediu garantias de que os alunos não ficarão com lacunas educacionais.

Ao final do encontro, o Ministério Público exigiu que a Seduc envie um plano de recomposição da aprendizagem formalizado, um diagnóstico detalhado dos impactos da interrupção, um protocolo de contingência para futuras crises e um relatório sobre o imbróglio contratual que deixou os estudantes desconectados.

Até que as questões sejam resolvidas definitivamente, a Seduc informou que as atividades seguem em formato alternativo, com o envio de conteúdos aos estudantes pela plataforma Avamec.

Fonte da imagem: Ésio Mendes - SECOM Rondônia

Fonte das informações: Rondoniaovivo