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  • 15 Sep, 2026

Aliado de Trump republicou reportagem internacional sobre o escândalo do Banco Master e relatório da PF que liga Moraes a Vorcaro, agravando a crise no STF.

Jason Miller, aliado e ex-assessor do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, publicou na noite de domingo (13) uma imagem gerada por inteligência artificial que mostra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usando uma tornozeleira eletrônica.

Miller reproduziu trecho de uma reportagem internacional que afirma que o escândalo envolvendo o Banco Master mergulhou o STF em uma crise sem precedentes. No trecho divulgado por Miller, afirma-se que o caso colocou Moraes entre os principais focos do crescente escândalo de corrupção após o colapso do Banco Master, instituição financeira de US$ 10 bilhões.

Na imagem divulgada pelo ex-assessor, o ministro aparece sentado em escadaria que remete à fachada do Supremo e com uma tornozeleira eletrônica no tornozelo. A peça segue a estratégia de Miller de usar as redes sociais para criticar autoridades brasileiras.

Miller já havia protagonizado publicações sobre a atuação de Moraes no ano anterior. Em agosto de 2025, segundo registros de suas postagens, ele fez comentários ofensivos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e comparou o chefe do Executivo a Joe Biden.

Ex-assessor próximo a Trump durante o primeiro mandato, Miller integrou a equipe de transição do presidente e manteve relação estreita com ele. Em 2021, após visita a Brasília em que se encontrou com o deputado Eduardo Bolsonaro, Miller foi conduzido à sala da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Brasília e ouvido no âmbito do Inquérito das Fake News, então sob relatoria de Alexandre de Moraes.

A crise no STF se intensificou no início de setembro, quando o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal produzido no âmbito das investigações sobre o Banco Master. O documento revelou mensagens e contatos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

As apurações sobre o banco também mostraram relações de Vorcaro com outros integrantes da Corte e negócios envolvendo familiares de ministros, ampliando questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e motivando a divulgação do material que desencadeou embate público entre os magistrados.

Moraes reagiu à divulgação e pediu investigação contra Mendonça por suposto abuso de autoridade. A tensão aumentou com decisões conflitantes entre ministros: Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, medida que foi posteriormente revertida por decisão de Flávio Dino.

Para evitar confrontos públicos no auge da crise, o presidente do STF, Edson Fachin, chegou a cancelar sessões plenárias. Em seguida, Fachin passou a centralizar as decisões relacionadas ao conflito: suspendeu medidas conflitantes de outros ministros, manteve Andrei Rodrigues no comando da PF, afastou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e determinou que procedimentos envolvendo investigações contra ministros da Corte sejam previamente submetidos à Presidência do tribunal.

Fachin também marcou uma sessão do plenário para terça-feira (15) para analisar o relatório da Polícia Federal que aponta relação entre Moraes e Vorcaro e para avaliar o pedido da Procuradoria-Geral da República para anular esse relatório. Outra sessão, para analisar a conduta de Mendonça, foi agendada para 23 de setembro.

Fonte das informações: g1.globo.com

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