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  • 15 Sep, 2026

Erro ortográfico em WhatsApp levou irmã a denunciar desaparecimento; polícia encontrou corpo de arquiteto em Paraná (Argentina) e prendeu dois suspeitos.

Dois homens foram presos na Argentina após a descoberta do corpo do arquiteto Rodolfo Augusto Bassi, 61 anos, encontrado morto em um apartamento na cidade de Paraná, província de Entre Ríos.

Bassi trabalhava em reformas e, no dia 1º, manteve conversa por mensagens com um casal até aproximadamente as 16h. Depois desse horário, deixou de responder às mensagens.

A preocupação da família aumentou quando a irmã do arquiteto recebeu uma resposta em que havia um erro ortográfico incomum para a vítima: a palavra enviada foi "bolviendo" (forma inexistente em espanhol), em vez de "volviendo" ("voltando"). Como, em espanhol, os sons de "b" e "v" são equivalentes, a irmã avaliou que o erro não condizia com o uso habitual de Rodolfo e registrou uma denúncia na polícia.

Acionada pela informação da família, a polícia iniciou buscas pelos locais onde Bassi trabalhava e localizou o apartamento no complexo habitacional de Paraná onde ele estava sendo mantido.

Tortura e morte

No imóvel, os agentes encontraram o corpo de Bassi amarrado a uma cadeira. A perícia apontou cortes compatíveis com tortura e uma fratura no crânio provocada por um golpe com objeto contundente. No local foram apreendidas uma faca de cozinha e uma marreta, apontadas como possíveis instrumentos do crime.

A investigação identificou dois suspeitos que trabalhavam em obras para Bassi: Carlos Gastón Aguilar, 48 anos, e Claudio Ramón Inofre, 52 anos. Aguilar se apresentou para interrogatório na delegacia dirigindo um carro cuja placa havia sido registrada por uma câmera de segurança na rua do crime; ele negou presença no local, alegando que divide o veículo com outra pessoa que atua como motorista por aplicativo. Ainda assim, foi detido.

Inofre foi preso enquanto viajava em um micro-ônibus para a província vizinha de Misiones. Ambos cumprem prisão preventiva e aguardam julgamento.

Até o momento, nenhum dos dois suspeitos possui antecedentes criminais registrados. A investigação apura a motivação do crime: foram levados dinheiro e pertences da vítima, mas a violência empregada leva os investigadores a considerar também hipóteses como dívida ou vingança.

A polícia continua a coleta de provas e a ouvir testemunhas para esclarecer detalhes sobre a dinâmica do crime e a participação de cada um dos detidos.

Fonte da imagem: Reprodução/Redes sociais

Fonte das informações: g1

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