Dois postes caem no Hospital Ana Adelaide em Porto Velho sem feridos
Queda de dois postes no terreno do Hospital Ana Adelaide, em Porto Velho, sem feridos; populares citam falta de manutenção e não há prazo para remoção.
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Empresa entra com recuperação extrajudicial para reestruturar dívida bilionária ligada ao desabamento de minas em Maceió, que afetou cerca de 60 mil moradores.
A petroquímica Braskem informou que entrará com pedido de recuperação extrajudicial nesta segunda-feira (24) com o objetivo de reestruturar uma dívida bilionária vinculada, em grande parte, às responsabilidades e custos decorrentes do afundamento de solo em Maceió.
Braskem solicita recuperação extrajudicial devido ao desastre — vídeo publicado no Globoplay.
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O caso remonta à mineração de sal-gema iniciada em 1976 na capital alagoana, atividade autorizada e realizada pela empresa que passou por mudanças societárias e de nome — Salgema, depois Trikem e, a partir de 2002, Braskem. A extração do minério, utilizado na produção de soda cáustica e PVC, foi apontada como causa da instabilidade do solo.
Os primeiros sinais graves apareceram em 2018, quando tremores e grandes rachaduras foram registrados em bairros como Pinheiro. Em fevereiro daquele ano surgiram rachaduras extensas; em março um tremor de magnitude 2,5 agravou danos. No início de 2019 novos afundamentos e crateras levaram à evacuação de prédios.
Em maio de 2019 o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) concluiu que a extração de sal-gema pela Braskem provocou instabilidade no solo. A partir daí foram ordenadas evacuações em Pinheiro, Mutange, Bebedouro e, posteriormente, em trechos do Bom Parto e do Farol.
Em novembro de 2019 a Braskem anunciou o fechamento definitivo dos poços em Maceió e iniciou o trabalho de fechamento e estabilização de 35 minas, com profundidade média de 886 metros. Especialistas estimaram que a estabilização completa da região exigiria ao menos uma década de intervenções.
Mais de 14 mil imóveis foram desocupados, afetando cerca de 60 mil pessoas e transformando áreas em bairros com baixa ocupação. A empresa lançou um Programa de Compensação Financeira no fim de 2019 para indenizar proprietários; muitas famílias contestaram os valores e acionaram a Justiça.
Em janeiro de 2022 começaram demolições de imóveis na encosta do Mutange como parte do plano de mitigação. Em janeiro de 2023 a Braskem firmou acordo para ressarcir a Prefeitura de Maceió em R$ 1,7 bilhão pelos prejuízos causados pelo afundamento do solo.
Ao longo de 2023, episódios de tremores voltaram a ocorrer: em novembro daquele ano a Defesa Civil alertou para risco de colapso em uma das minas, e moradores do Bom Parto foram novamente obrigados a deixou suas casas sob ordem judicial. Em 10 de dezembro de 2023 houve o rompimento parcial da mina 18, que foi posteriormente preenchida com rocha e água da lagoa, segundo a Defesa Civil.
A gravidade da situação levou a Prefeitura de Maceió a decretar situação de emergência, reconhecida pelo governo federal em 1º de dezembro de 2023. Também em 2023 a Polícia Federal deflagrou a Operação Lágrimas de Sal, com mandados cumpridos em Maceió e outras cidades, para investigar o afundamento.
Relatórios posteriores, como o divulgado pela Defensoria Pública do Estado de Alagoas em 2025, indicaram que os danos extrapolam as áreas oficialmente reconhecidas como de risco, apontando indícios de afundamento em locais considerados fora das linhas de ação prioritária. A Defensoria pediu a desocupação de algumas regiões; a Defesa Civil afirmou monitorar as áreas e não identificou, até então, necessidade de ampliação formal das zonas de risco.
Em 2025 houve registro de novos sinais de deterioração em imóveis dos bairros do Farol e Pinheiro, e em novembro daquele ano Braskem e o governo de Alagoas anunciaram um acordo de R$ 1,2 bilhão, com previsão de pagamento em dez anos; a empresa informou ter pago R$ 139 milhões até então.
Na esfera penal, em 2026 a Justiça Federal em Alagoas recebeu denúncia do Ministério Público Federal tornando Braskem, ex-dirigentes e técnicos réus em ação que investiga crimes como poluição ambiental qualificada, apresentação de estudos ambientais falsos ou enganosos, extração irregular de recursos minerais e dano qualificado ao patrimônio.
Com passivos ambientais, acordos administrativos e ações judiciais em curso, a Braskem justificou o pedido de recuperação extrajudicial como medida para reestruturar sua dívida bilionária e viabilizar o cumprimento de obrigações financeiras e compromissos de reparação ligados ao desastre socioambiental em Maceió.
Fonte das informações: g1
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