Governo proíbe recursos manipulativos em plataformas de apostas
Portaria veta contadores regressivos, autoplay e programas de fidelidade por depósito, impõe pausa mínima de 5s, botão Jogo Responsável e prazos até 180 dias.
Carregando...
Terminam 180 dias para o BRB executar medidas do plano de capitalização; empréstimo de até R$6,6 bi ainda não fechado e acordo com Quadra foi desfeito.
Termina nesta quarta-feira (5) o prazo de 180 dias para que o Banco de Brasília (BRB) execute as medidas previstas no plano de capitalização apresentado ao Banco Central em 6 de fevereiro. O documento foi descrito como um "plano de capital preventivo" e previa ações para recompor o patrimônio do banco após perdas relacionadas a operações com o Banco Master.
O plano incluía, entre outras medidas, a contratação de um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões e um acordo para negociação de até R$ 15 bilhões em ativos ligados ao Master. Essas ações ainda não foram concluídas: o empréstimo aguarda autorização e assinatura, e o acordo com o fundo Quadra Capital foi desfeito em junho.
Além do plano preventivo, o banco anunciou medidas internas e judiciais para tentar limitar o impacto das operações com o Master: responsabilização cível de ao menos 12 ex-gestores, pedido de bloqueio de bens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e de outros sócios, e ampliação do capital social aprovada em assembleia para permitir novas subscrições e aportes.
O plano segue sob sigilo, o BRB não divulga balanços consolidados desde 2025 e, portanto, ainda não detalhou o efeito concreto das medidas adotadas nem quanto falta para equalizar o patrimônio. O banco afirma manter diálogo técnico com o Banco Central e está confiante na conclusão das medidas, sem solicitar publicamente ampliação do prazo.
A crise está ligada a operações realizadas entre 2024 e 2025 com o Banco Master, que, segundo o BRB, somaram R$ 30 bilhões. Em novembro de 2025 a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero, apontando suposto esquema de fraudes envolvendo parte dessas transações. Em abril de 2026 houve nova fase da investigação e a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, sob a suspeita de autorizar negócios sem lastro e sem governança adequada.
A seguir, os principais números divulgados pelo próprio banco ou mencionados nas tratativas:
| Item | Valor |
|---|---|
| Operações com o Banco Master (2024–2025) | R$ 30,0 bilhões |
| Créditos considerados inexistentes/fraudados/dificeis de recuperar | R$ 8,8 bilhões |
| Valor que o governo diz poder recuperar | R$ 2,2 bilhões |
| Empréstimo necessário para cobrir o restante | R$ 6,6 bilhões |
| Ativos negociados com fundo (recusado pelo consórcio) | até R$ 15,0 bilhões |
O empréstimo de até R$ 6,6 bilhões foi definido em acordo mediado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, mas ainda não foi assinado. Como o Governo do Distrito Federal é acionista controlador do BRB, as regras implicam que o governo contrate o crédito e arque com seu pagamento — mesmo que os recursos sejam destinados ao banco.
Há debate sobre o momento da contratação: norma decorrente da Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe a contratação de certas despesas nos últimos quatro meses de mandato, e especialistas afirmam que um crédito tomado nesse período pode ser contestado judicialmente. A Procuradoria-Geral do DF sustenta que o acordo homologado pelo STF autoriza a contratação e afasta a aplicação desses limites para esta operação.
Autoridades citadas nas tratativas — como o Ministério da Fazenda, a Advocacia-Geral da União e o próprio STF — não se manifestaram publicamente sobre permissividade prática do empréstimo neste momento. A Secretaria de Economia do DF afirma que a contratação não se caracteriza como despesa.
Mesmo que o empréstimo seja contratado, ele pode não ser suficiente, pois a ausência de balanços consolidados desde 2025 mantém dúvidas sobre a real dimensão do déficit. A desistência do consórcio Quadra Capital da compra de até R$ 15 bilhões em ativos internalizados pelo BRB aumenta a necessidade de encontrar novos compradores ou soluções para esses papéis.
Até o momento, o BRB não anunciou novo parceiro para negociar esses ativos. O Banco Central informou apenas que acompanha a supervisão prudencial; o BRB diz prestar todas as informações exigidas e que as tratativas para o empréstimo seguem em andamento.
Fonte das informações: Banco de Brasília; Polícia Federal; Supremo Tribunal Federal; Governo do Distrito Federal; Instituição Fiscal Independente.
Portaria veta contadores regressivos, autoplay e programas de fidelidade por depósito, impõe pausa mínima de 5s, botão Jogo Responsável e prazos até 180 dias.
Após quase um ano de negociações com SINTERO e comissão, o PCCR da educação foi construído em consenso entre servidores e gestão; agora será apreciado na Câmara.
Revogação do visto de Maria Luiza Viotti ocorre após atraso brasileiro no agrément de Daniel Perez; medida pode ser revertida se o aval for concedido.
These cookies are essential for the website to function properly.
These cookies help us understand how visitors interact with the website.
These cookies are used to deliver personalized advertisements.