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  • 04 Aug, 2026

Governo boliviano relata apreensão de quase 300 toneladas de drogas, 58 aviões e 190 pistas destruídas; 250 policiais enviados a San Matías com apoio da PF.

Uma onda de violência deixou nove mortos em cinco dias na região de Santa Cruz, principal polo econômico da Bolívia, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (3). O governo atribui os crimes à disputa entre as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) pelo controle de uma rota usada para o tráfico internacional de cocaína.

Entre os casos registrados estão a chacina de quatro pessoas em uma fazenda, a descoberta de dois corpos decapitados às margens de uma estrada e outros três homicídios, incluindo o de um policial. A maior parte dos assassinatos ocorreu nas proximidades de San Matías, cidade de cerca de 15 mil habitantes na fronteira com o Brasil.

Segundo o Ministério de Governo da Bolívia, os ataques foram cometidos por integrantes do PCC e do CV, que ampliaram sua atuação no país para controlar corredores de exportação de drogas. O ministro Marco Antonio Oviedo afirmou que "eles estão disputando um corredor por onde os narcotraficantes enviam droga para o exterior".

Para enfrentar as organizações criminosas, o governo relata uma série de operações desde a posse do presidente Rodrigo Paz, em novembro. Entre as medidas anunciadas estão prisões e expulsões, apreensões de bens e destruição de infraestrutura usada pelo tráfico.

O ministério detalhou os principais resultados das ações recentes:

  • captura e expulsão de 17 chefes de organizações criminosas internacionais;
  • apreensão de 58 aviões de pequeno porte;
  • confisco de mais de 360 imóveis;
  • apreensão de quase 300 toneladas de cocaína e maconha;
  • destruição de 190 pistas de pouso clandestinas.

O ministro também anunciou que a Polícia Federal do Brasil instalará bases na Bolívia para reforçar a cooperação no combate às facções. Na segunda-feira (3), cerca de 250 policiais bolivianos foram deslocados para San Matías para intensificar a segurança na região.

A Bolívia é apontada pelas Nações Unidas como o terceiro maior produtor mundial de cocaína, atrás apenas de Colômbia e Peru, contexto que autoridades dizem explicar a presença e o interesse de grupos criminosos estrangeiros no país.

Fonte das informações: Ministério de Governo da Bolívia

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