Irmãos de 68 e 69 morrem afogados no Rio Jamari em Ariquemes
Viajavam de Sao Paulo para rever parentes em Ariquemes apos 40 anos; um passou mal e foi levado pela correnteza, o irmao tentou socorre-lo e tambem morreu.
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Preso na Operação Oraculum, Maquita controlava garimpo com motobombas, escavadeiras e rádio pirata na TI Roosevelt e Parque Aripuanã; MPF pede R$200 mil.
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou Valmir Goes de Jesus, conhecido como "Maquita", por coordenar um garimpo ilegal de diamantes com cerca de 15 trabalhadores e infraestrutura pesada na Terra Indígena Roosevelt e no Parque Aripuanã, em Rondônia. A denúncia foi aceita pela Justiça Federal e tramita na Vara Federal Cível e Criminal de Vilhena (RO).
Homem é denunciado por chefiar garimpo ilegal de diamante em RO — vídeo publicado no Globoplay.
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A Terra Indígena Roosevelt tem expansão superior a 230 hectares e se estende entre Rondônia e Mato Grosso; segundo organizações socioambientais, a área abriga mais de 1,8 mil indígenas, entre eles os povos Apurinã e Cinta Larga. O Parque Aripuanã, localizado no município de Vilhena (RO), possui mais de 1,6 mil hectares e também é lar de indígenas Cinta Larga e grupos isolados.
Valmir foi preso em flagrante pela Polícia Federal e pelo Ibama em 25 de maio de 2023, durante a Operação Oraculum, que atuou no local conhecido como "Garimpo Lajes".
Segundo a denúncia do MPF, ele exercia papel central na organização: coordenava a logística, mantinha uma base estruturada para a extração e adotava táticas para despistar fiscalizações e garantir a continuidade da atividade ilegal.
O grupo utilizava motobombas e escavadeiras para remover o solo e extrair diamantes, atividade que provocou desmatamento e degradação do substrato. A estrutura denunciada inclui dezenas de máquinas pesadas e acampamentos voltados à manutenção da extração.
Para comunicação e vigilância contra fiscalizações, os investigados usavam um rádio sem registro na Agência Nacional de Telecomunicações, equipado com uma antena adaptada conhecida como "chuveirinho" para ampliar o alcance do sinal. Valmir também se deslocava rapidamente por estradas ilegais em motos para coordenar as operações.
Ao ser abordado pelas autoridades, o acusado confessou a participação no garimpo, relatando que estava no acampamento havia cerca de 15 dias. Em depoimento, admitiu atuar na extração ilegal naquela área de proteção federal por, pelo menos, cinco anos.
O MPF sustenta que, em razão da gravidade dos fatos, do tempo de atuação e do nível de organização do esquema, Valmir deve responder em processo criminal comum e ser levado a julgamento, sem possibilidade de soluções negociadas que atenuem a responsabilização penal.
O órgão apresentou denúncia por quatro crimes e também requereu medidas civis reparatórias.
Além da responsabilização criminal, o MPF pediu que o réu seja condenado a pagar indenização mínima de R$ 200 mil para reparar os danos ambientais e os prejuízos morais sofridos pelas comunidades indígenas afetadas.
O processo corre na Justiça Federal de Vilhena, onde serão avaliadas as provas e as sanções propostas pelo Ministério Público Federal.
Fonte das informações: Ministério Público Federal
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