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  • 25 May, 2026

Inclusão da IA no letramento digital municipal prevê capacitação docente, manual de ética e projetos escolares para combater o analfabetismo digital.

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O vereador Zé Paroca apresentou um Projeto de Lei que propõe incluir a disciplina de Inteligência Artificial (IA) como eixo do currículo de letramento digital nas escolas públicas municipais e em cursos profissionalizantes e de qualificação sob responsabilidade do Município.

A iniciativa visa preparar estudantes para a presença crescente da IA na vida cotidiana — desde assistentes virtuais e mecanismos de busca até sistemas de análise de dados e tomada de decisão — e promover desenvolvimento cognitivo, pensamento crítico e criatividade, além de combater o analfabetismo funcional e digital.

O projeto se apoia em estudos técnicos e publicações internacionais, entre eles premiações e diretrizes da UNESCO, o relatório "Perspectivas da Educação Digital da OCDE 2023" e artigo da Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação (REASE) sobre a integração de tecnologias de IA no currículo e suas implicações para a formação de professores.

A proposta abrange tanto a rede municipal de ensino quanto cursos de qualificação vinculados ao Município, com foco em usos pedagógicos e éticos da tecnologia.

Eixos fundamentais do projeto:

  • Pensar com IA: utilizar a tecnologia como ferramenta para resolver problemas e complementar métodos de ensino tradicionais.
  • Pensar sobre IA: compreender fundamentos tecnológicos, implicações éticas e impactos sociais do uso da IA.

Segundo Paroca, "a introdução da IA no currículo escolar deve ser vista não apenas como um acréscimo ao conhecimento técnico dos estudantes, mas como uma ferramenta pedagógica poderosa para estimular o pensamento crítico, a criatividade e a capacidade de resolução de problemas".

O projeto prevê também o desenvolvimento de projetos de pré-iniciação científica que utilizem IA como ferramenta central, permitindo aos alunos aplicar conhecimentos em questões reais e propor inovações para suas comunidades.

Atividades práticas previstas incluem a construção de protótipos, desenvolvimento de aplicativos e outras soluções tecnológicas, com ênfase no trabalho em equipe, interdisciplinaridade e comunicação — competências relevantes para o mercado de trabalho.

Além do potencial técnico, a inclusão da IA no ensino tem caráter inclusivo: busca reduzir desigualdades digitais e ampliar o acesso de estudantes de diferentes origens socioeconômicas a tecnologias emergentes.

Para a implantação, o projeto estabelece diretrizes operacionais como capacitação contínua de professores, disponibilização de recursos tecnológicos e a elaboração de um Manual de Diretrizes e Ética para o Uso de Inteligência Artificial, garantindo uso seguro, ético e alinhado aos objetivos pedagógicos.

Paroca destaca que a medida representa um avanço na educação pública local, posicionando o sistema educacional na vanguarda da inovação e preparando alunos para um futuro em que conhecimento e ética no uso das tecnologias serão determinantes no combate ao analfabetismo funcional e digital.

Foto: Assessoria

Fonte da imagem: Assessoria

Fonte das informações: Assessoria