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  • 10 Jun, 2026

Coluna aborda benefícios estudados da copaíba e os dilemas de Rondônia: disputa política, rejeição de impeachment, fiscalização de cargas, segurança e mercado.

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A copaíba, árvore típica da Amazônia também encontrada em outras regiões do país, tem sido apontada nos últimos anos como remédio para diversas condições, o que alimenta comparações com a ideia mitológica de uma "panaceia" — cura universal. Pesquisas conduzidas por equipes da Espanha, Egito e República Tcheca, com estudos realizados no Brasil, indicam atividade da copaíba contra o vírus causador da Covid-19, mas as conclusões ainda dependem de confirmações em pesquisas adicionais.

Os estudos citados sugerem potencial antiviral, mas os cientistas alertam que é preciso rigidez metodológica e mais testes para definir eficácia, dosagem e segurança antes de qualquer recomendação clínica ampla.

Em Rondônia, o processo político local mostra sinais de canibalização entre as forças partidárias com vistas às próximas eleições. A direita conservadora aparece fortalecida, com três candidaturas competitivas disputando duas vagas em um provável segundo turno, enquanto a esquerda se encontra fragmentada entre PT, PSB e PSOL, com a centro‑esquerda do MDB podendo dividir ainda mais o eleitorado. Essa dispersão tende a favorecer candidatos do espectro conservador diante do eleitorado regional.

Na Câmara Municipal de Porto Velho, o pedido de impeachment do prefeito Léo Moraes, protocolado pelo vereador Marcos Combate (Avante), foi rejeitado. Parlamentares alegaram falta de fundamentação para o afastamento e destacaram que o prefeito mantém ampla aceitação popular e apoio majoritário no Legislativo municipal.

O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública contra empresas que praticavam sobrepeso nas rodovias federais de Rondônia. A medida mira cargas excedentes que, segundo a ação, têm danificado o pavimento da BR-364 — eixo que liga Porto Velho a Vilhena e atravessa municípios como Ariquemes, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Ji‑Paraná, Cacoal e Pimenta Bueno — e provocado prejuízos econômicos. O MPF reclama maior fiscalização dos órgãos estaduais e municipais para coibir o transporte acima da capacidade e reduzir danos à infraestrutura.

O setor supermercadista em Rondônia segue em expansão. O Grupo Nova Era, com sede em Manaus e 39 unidades na região Norte que empregam mais de 5 mil pessoas, amplia operação em Porto Velho para disputar participação com redes locais, como o Grupo Gonçalves, fundado em Jaru. Outro grupo regional em crescimento é o Meta 21, nascido em Porto Velho, que também planeja novos empreendimentos.

No plano nacional, o governo federal anunciou um pacote de R$ 11 bilhões para enfrentar facções criminosas e reforçar a segurança pública. Em Rondônia, autoridades apontam desafios específicos, como infiltração de criminosos na política municipal, aumento de femicídios, tráfico de drogas que pressiona o sistema prisional e conflitos no campo. Apesar desses problemas, especialistas avaliam que a situação de Porto Velho ainda é menos grave que em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, onde os índices de violência já são considerados dramáticos.

Em tópicos locais, o município de Machadinho d'Oeste comemorou 38 anos de emancipação e aguarda a definição sobre a construção da usina hidrelétrica de Tabajara, que enfrenta entraves ambientais e questões indígenas. Na capital, há propostas legislativas para encaminhar moradores em situação de rua de volta aos municípios de origem, iniciativa defendida por alguns vereadores como forma de reduzir a presença de pessoas em situação de vulnerabilidade nas ruas. Relatos apontam que alguns municípios do interior têm facilitado o deslocamento dessas pessoas para centros urbanos, prática que provoca debates sobre responsabilidade social e política pública.

Foto: Divulgação

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo