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  • 17 Sep, 2026

UPAs do SUS poderão aplicar trombolíticos em infartos; implementação em até 180 dias busca antecipar tratamento e reduzir mortes em áreas sem hemodinâmica.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026, projeto que amplia o atendimento a urgências cardiovasculares no Sistema Único de Saúde (SUS) ao permitir a presença e a administração de medicamentos trombolíticos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Os trombolíticos são medicamentos que dissolvem coágulos que bloqueiam a circulação sanguínea. Em quadros como o infarto agudo do miocárdio, o tratamento precoce com esses fármacos pode restabelecer o fluxo para o coração e reduzir a extensão dos danos.

A medida tem como objetivo reduzir mortes e sequelas causadas por doenças cardiovasculares e ampliar o acesso ao tratamento, sobretudo para pacientes que moram longe de hospitais com estrutura de hemodinâmica.

A rapidez no atendimento é central: em emergências cardiovasculares, quanto maior o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento, maior o risco de complicações, sequelas e óbito. A possibilidade de iniciar a terapia trombolítica na própria UPA antecipa o início do atendimento sem que o paciente precise aguardar transferência para uma unidade hospitalar especializada.

O texto sancionado estabelece prazo de até 180 dias para a implementação das novas regras, período destinado à adaptação do SUS e das unidades de atendimento aos protocolos necessários, ao treinamento de equipes e à logística de armazenamento e aplicação dos medicamentos.

O projeto havia sido aprovado no Senado Federal em agosto de 2026. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) encaminhou pedido urgente de sanção ao presidente, argumentando que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no país e que muitos pacientes, especialmente fora dos grandes centros, não chegam a tempo a hospitais que oferecem procedimentos de hemodinâmica.

Com a alteração, autoridades e especialistas esperam reduzir o tempo até o início do tratamento em locais remotos e, consequentemente, diminuir mortes e danos permanentes provocados por interrupções do fluxo sanguíneo para o coração.

Fonte das informações: g1

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