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  • 17 Jun, 2026

Coluna critica o discurso vazio sobre soberania diante da influência externa e detalha articulações e disputas que definem a corrida ao governo de Rondônia.

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Refocar a soberania

O Ministério da Defesa promoveu recentemente a Operação Ágata Amazônia, que mobilizou mais de 1.600 militares em áreas de fronteira da região amazônica. A ação teve como objetivos oficiais reforçar a soberania nacional, combater o crime e levar serviços e cidadania a localidades remotas.

Embora a presença militar e a execução do cronograma em campo representem esforço concreto, analistas e observadores questionam a eficácia simbólica desses movimentos diante de fatores contemporâneos, como a vigilância por satélites e a influência diplomática externa. A crítica central é que a afirmação retórica da soberania perde força quando gestos políticos e acordos internacionais demonstram dependência ou submissão a potências estrangeiras.

Posição de Leo Moraes após as eleições

Em Porto Velho, a situação política do prefeito Leo Moraes (Podemos) depende do resultado das eleições de outubro. Se o senador Marcos Rogério (PL) vencer a disputa pelo governo, Moraes terá um aliado no Palácio Rio Madeira, mas pode enfrentar pressões que afetem suas aspirações estaduais futuras. Caso Hildon Chaves, ex-prefeito de Porto Velho, conquiste a vitória, Moraes terá um adversário no governo estadual. A configuração política local influenciará diretamente os projetos de reeleição na capital.

Alianças de Marcos Rogério

Marcos Rogério, apontado como favorito no estado, articula uma aliança ampla para a campanha ao governo. Sua estratégia combina base eleitoral em Ji-Paraná, apoio do deputado Rodrigo Camargo (com expressão no Vale do Jamari e em Ariquemes) e o respaldo do prefeito de Porto Velho, Leo Moraes. O ex-presidente Jair Bolsonaro também figura entre os apoios que fortalecem sua candidatura em setores conservadores.

Situação do pré-candidato do PT

Nos bastidores, há relatos de perda de visibilidade do pré-candidato petista Expedito Neto. Aliados e rivais apontam ausência de articulação e pouca presença em Porto Velho, principal reduto eleitoral do estado. Setores do PT local demonstraram resistência à candidatura, em parte por ligações internas — Expedito Neto é filho do coordenador de outra campanha regional — e há especulações sobre eventual substituição com a oferta de apoio a uma candidatura ao Congresso.

Adailton Fúria e a disputa pelo segundo turno

Adailton Fúria (PSD) tem sido alvo de denúncias e conteúdos falsos nas redes, interpretados por sua base como sinal de que sua candidatura está ganhando força. Fúria disputa uma vaga no segundo turno com o ex-prefeito Hildon Chaves; a primeira vaga, segundo projeções locais, tende a ficar com Marcos Rogério. Fúria chega às convenções com uma coalizão partidária consolidada, apoio da máquina estadual e nomes como o vice Everton Leoni e o ex-governador Ivo Cassol alinhados à campanha.

Estratégia de interiorização de Hildon Chaves

Hildon Chaves tem investido na interiorização da campanha, redobrando esforços na chamada região do café, onde Adailton Fúria possui base eleitoral. A presença de seu vice, Cirone Deiró, na área faz parte da tática para reduzir a vantagem do adversário e ampliar a competitividade rumo ao segundo turno.

Panorama nacional e implicações locais

Em análises mais amplas, observa-se vantagem relativa de forças conservadoras em partes do Sul do país, com nomes com alto potencial eleitoral em estados-chave. A esquerda, por sua vez, mantém pontos de força em outras regiões, especialmente no Nordeste. No plano local, as articulações estaduais e as candidaturas regionais seguem impactando as projeções para governadores e para a disputa municipal em 2028.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo