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  • 01 Aug, 2026

Conteúdo manipulado com voz e imagem atribuídos a Alexandre de Moraes afirma que nem Trump poderia encontrar Bolsonaro; STF desmente e não há registros oficiais.

É falso o vídeo que atribui ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a afirmação de que "nem Trump conseguirá se encontrar com Bolsonaro caso venha para o Brasil" e a declaração de que o ex‑presidente Jair Bolsonaro já estaria "em condições de voltar à Papudinha e ter a segurança reforçada".

O conteúdo passou a circular nas redes sociais em 21 de julho. A peça viral surgiu poucos dias depois de decisões e medidas relacionadas a Bolsonaro, que está em prisão domiciliar desde março.

Não há registros de pronunciamento do ministro com as frases atribuídas a ele em canais oficiais do STF, em veículos de imprensa nacionais ou internacionais, nem em verificações públicas sobre o caso. A assessoria de comunicação do STF informou por e‑mail que "a informação não procede".

O vídeo falso apareceu em um contexto de ações e decisões judiciais recentes. Em 3 de julho Moraes determinou que o ex‑presidente permaneceria em prisão domiciliar após o término do prazo inicial de 90 dias.

Em 11 de julho, Flávio Bolsonaro leu uma carta em que o pai o apontava como seu porta‑voz; dois dias depois, o ministro suspendeu as visitas do senador ao ex‑presidente por 90 dias. Em 17 de julho, Moraes proibiu visitas de teor político‑eleitoral a Bolsonaro até o fim das eleições e, no dia seguinte, negou o encontro entre Javier Milei e o ex‑presidente.

No dia 25 de julho, durante a oficialização da candidatura de Flávio Bolsonaro, foi exibido um vídeo gerado por inteligência artificial que simulava um pronunciamento de Jair Bolsonaro, e o presidente argentino criticou a decisão do ministro. Em 28 de julho, Moraes deu 48 horas para a defesa de Bolsonaro esclarecer se houve autorização para o uso da imagem e da voz do ex‑presidente no vídeo.

Em suma: não há evidência de que Alexandre de Moraes tenha proferido as declarações atribuídas a ele no vídeo que circulou nas redes sociais; as alegações foram desmentidas pela assessoria do STF e não foram encontradas em registros oficiais ou na imprensa.

Fonte das informações: g1.globo.com

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