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  • 01 Aug, 2026

Sismo de magnitude 7,1 em Kumamoto causou desabamentos, explosão em shopping, queda de chaminé; dezenas de feridos e milhares sem energia e abrigados.

Comunidades rurais do sudoeste do Japão tentavam retomar a normalidade nesta quinta-feira, dois dias após um terremoto de magnitude 7,1 atingir a província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, na terça-feira (28). O tremor provocou a explosão de um shopping, o desabamento da chaminé de uma fábrica e a destruição de residências.

Equipes de resgate continuam trabalhando na região, mas as chances de encontrar sobreviventes diminuem com o passar das horas. Autoridades provinciais confirmaram ao menos 23 mortos, e o secretário-chefe do Gabinete japonês, Minoru Kihara, informou que o número pode chegar a 28 com base em um levantamento policial que inclui casos ainda sob investigação.

O governo de Kumamoto informou que pelo menos 63 pessoas ficaram feridas, cinco em estado grave. O número de desaparecidos segue incerto.

O dano mais grave ocorreu no shopping Aeon Mall, em Kashima, que estava cheio de clientes no fim da tarde quando ocorreu a explosão em uma área do complexo. Cerca de 3 mil pessoas foram retiradas para um estacionamento antes da explosão. O segundo andar do centro comercial desabou e deixou pessoas presas nos escombros.

Até a manhã de quinta-feira, seis mortes foram confirmadas no shopping. Onze pessoas foram retiradas dos escombros do empreendimento; seis delas não resistiram aos ferimentos. Familiares de desaparecidos continuavam nas imediações em busca de informações.

Na cidade de Yatsushiro, a chaminé de uma fábrica da Nippon Paper Industries desabou. Equipes de resgate retiraram 10 pessoas com vida; outras oito morreram e uma permanecia desaparecida, segundo a gestão de desastres da província.

Milhares de moradores passaram outra noite em centros de evacuação montados em ginásios e outros locais públicos. Quase 23 mil imóveis permaneciam sem eletricidade e mais de 10 mil pessoas estavam abrigadas em cerca de 400 centros de acolhimento. Autoridades instalaram geradores e outras fontes de energia para manter o funcionamento de aparelhos de ar-condicionado nos abrigos.

Parte das residências segue sem abastecimento de água, e muitos moradores evitam voltar para casa por medo de novos desabamentos. O Ministério do Meio Ambiente emitiu alerta para risco de insolação na região de Kumamoto, onde as temperaturas podem chegar a 33°C, aumentando as preocupações com problemas de saúde agravados pelo calor.

Embora o Japão adote normas rígidas de construção para enfrentar abalos sísmicos, muitas casas na área atingida são do modelo tradicional japonês, mais vulnerável a tremores de grande intensidade, o que contribuiu para os danos observados.

As operações de busca e salvamento seguem em andamento, e autoridades alertam que os números oficiais podem ser atualizados à medida que novos levantamentos forem concluídos.

Resumo dos principais dados oficiais divulgados até a quinta-feira:

ItemQuantidade
Mortes confirmadas23
Mortes que podem chegar a28 (segundo levantamento policial)
Feridos63 (5 em estado grave)
Imóveis sem eletricidadeQuase 23.000
Pessoas abrigadasMais de 10.000
Centros de acolhimentoCerca de 400
Mortes confirmadas no Aeon Mall6
Pessoas retiradas dos escombros do Aeon Mall11 (6 não resistiram)
Vítimas na fábrica em Yatsushiro10 resgatados vivos; 8 mortos; 1 desaparecido

Fonte das informações: governo da província de Kumamoto e autoridades locais

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