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Consumo sobe no país a 105,6 pontos em julho, maior nível desde 2015, impulsionado por bens duráveis; Rondônia alcança 124,8, 3 meses de alta.
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) alcançou 105,6 pontos em julho de 2026, nível mais alto desde março de 2015, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O indicador subiu 0,1% em relação a junho e 2,6% no acumulado de 12 meses, sinalizando melhora na confiança do consumidor no país.
O principal impulso veio da disposição para a compra de bens duráveis, que cresceu 20% na comparação anual, reflexo de um ambiente de inflação mais favorável. A perspectiva de consumo avançou para 108,6 pontos, indicando otimismo para os próximos meses.
Nem todos os subindicadores evoluíram: a perspectiva profissional foi a única variável a recuar, com queda de 1,3% no mês e de 8,7% em 12 meses, mostrando preocupação com a percepção sobre o mercado de trabalho em nível nacional.
Para José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, a sequência de alta demonstra resiliência do setor produtivo diante de oscilações econômicas. Tadros destacou o papel dos bens duráveis no atual ciclo de recuperação, beneficiados pela desaceleração da inflação em 2026.
O desempenho em Rondônia se destacou: o ICF estadual chegou a 124,8 pontos em julho, 0,8% acima de junho e 7,1% superior ao mesmo mês de 2025, completando três meses consecutivos de alta. Esse resultado fica 18,1% acima da média nacional.
O avanço em Rondônia ocorreu apesar de um cenário local com inflação mais pressionada. Lideranças locais atribuíram parte do crescimento a fatores culturais e ao mercado de trabalho. Sondagens da Fecomércio/RO indicam que períodos festivos — como festas juninas e a recente Copa do Mundo — estimularam o consumo, mesmo com maior seletividade nas compras.
Raniery Araújo Coêlho, presidente da Fecomércio/RO e vice-presidente da CNC, ressaltou que a baixa desocupação no estado e o hábito de celebrar contribuem para o vigor do consumo local.
Resumo dos principais indicadores:
Os dados reforçam um quadro de consumo resiliente no Brasil, com Rondônia entre os estados mais confiantes, apoiado por um mercado de trabalho aquecido e por fatores culturais que mantêm o consumo mesmo em contextos de cautela.
Fonte da imagem: Assessoria
Fonte das informações: Confederação Nacional do Comércio (CNC) e Fecomércio/RO
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