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  • 16 Sep, 2026

STF recebeu denúncia da PGR que acusa os presos de vazar dados da Operação Zargun contra o Comando Vermelho e de agir em conluio para embaraçar investigações.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade tornar réus o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar, o ex-deputado estadual TH Joias e o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto. Os três estão presos e são acusados de obstrução de investigação relacionada ao vazamento de informações de uma operação contra o grupo criminoso Comando Vermelho (CV).

Denúncia da Procuradoria Geral da República sobre obstrução de investigação

Denúncia da Procuradoria Geral da República sobre obstrução de investigação — vídeo publicado no Globoplay.

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A decisão também alcança Jéssica de Oliveira Santos, esposa de TH Joias, e Thárcio Nascimento Salgado, apontado como suspeito de lavar dinheiro proveniente do tráfico na favela de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio. A Procuradoria-Geral da República (PGR) cita ainda Thiego Raimundo de Oliveira Santos entre os envolvidos.

Segundo a denúncia da PGR, o grupo teria atuado entre os dias 2 e 3 de setembro de 2025 para vazar informações sobre a Operação Zargun. O repasse de dados teria permitido que TH Joias, então deputado estadual e um dos principais alvos, retirasse objetos de sua residência antes da chegada dos policiais.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pelo recebimento da denúncia, entendimento seguido pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. O julgamento tramita no plenário virtual do STF e os ministros têm prazo até sexta-feira (21) para ajustar seus votos.

Na sua decisão, Moraes afirmou que os elementos reunidos apontam autoria e materialidade do crime de obstrução de investigação contra organização criminosa armada. Segundo o relator, há indícios de que os denunciados agiram em conluio para repassar informações sigilosas de operação policial e suprimir elementos probatórios, com o objetivo de embaraçar as apurações sobre o Comando Vermelho.

O ministro também registrou que Bacellar admitiu ter conversado com Thiego Raimundo sobre a operação na sede do Legislativo fluminense no dia 2 de setembro de 2025, contato que, segundo a PGR, ocorreu logo após interação da Polícia Federal com o gabinete do desembargador sobre a data prevista para a deflagração da ação.

Após a conclusão do julgamento na sexta-feira, as defesas poderão apresentar recursos à Primeira Turma pedindo esclarecimentos da decisão. Em seguida, o STF deverá abrir ação penal para dar seguimento às acusações.

Fonte das informações: Procuradoria-Geral da República e Supremo Tribunal Federal

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