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Txai Suruí alerta que o asfaltamento da BR-319 aumenta invasões e grilagem, pressiona a biodiversidade e exige corredores, demarcação e medidas de proteção.
Txai Suruí, conselheira do secretário‑geral da ONU e jovem liderança Paiter Suruí, alertou sobre os riscos socioambientais decorrentes do asfaltamento da BR‑319 em entrevista veiculada nesta terça‑feira (26). Ela associou a obra ao aumento imediato da pressão por invasões e grilagem de terras na região.
A ativista afirmou que o empreendimento já intensifica a ocupação irregular e representa "um grande risco para a biodiversidade, para os animais", com potencial para acelerar desmatamento e perda de habitat na Amazônia e em Rondônia.
Para conter esses impactos, Txai cobrou ações concretas do poder público: criação de corredores ecológicos, proteção legal efetiva para comunidades locais e demarcação de territórios indígenas. Segundo ela, medidas desse tipo são essenciais para evitar que o desenvolvimento beneficie apenas uma pequena parcela do agronegócio.
Ela também repudiou tentativas legislativas de impor o chamado marco temporal para terras indígenas, classificando a manobra como contrária a decisões do Supremo Tribunal Federal e como um fator que aumenta a violência contra povos originários.
Ao abordar a crise climática, Txai ressaltou que a Amazônia e Rondônia sofrerão impactos dramáticos com a elevação das temperaturas globais e defendeu a adoção de "empregos verdes" como alternativa para gerar renda de forma sustentável nas comunidades locais.
Em resumo, a liderança pediu urgência na implementação de políticas públicas de proteção territorial e ambiental para mitigar os riscos sociais e ecológicos trazidos pelo asfaltamento da BR‑319.
Fonte da imagem: Lucas Pricken/STJ
Fonte das informações: Rondoniaovivo
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