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  • 22 Sep, 2026

Corpo de Larissa Brito foi achado no carro do ex-namorado, preso em flagrante; família relata dois anos de perseguição e pede apoio do Itamaraty.

Uma brasileira de 25 anos, identificada pela família como Larissa Brito, foi encontrada morta na tarde de segunda-feira (21) na cidade de Brignoles, no sudeste da França. O corpo estava no banco traseiro do carro do ex-namorado, coberto por roupas, e foi localizado durante uma fiscalização alfandegária de rotina.

O suspeito, um homem francês de 29 anos chamado Mathieu, foi preso em flagrante no local. Segundo as autoridades, ele não soube explicar a presença do corpo no veículo.

Larissa vivia na França há cerca de três anos. Natural de São Paulo, morava no Jardim Rincão, no Jaraguá, Zona Norte da capital, e havia trabalhado em casas noturnas antes de receber uma proposta para trabalhar fora do país.

De acordo com a família, Larissa manteve um relacionamento com o suspeito por cerca de cinco meses, que terminou após ela descobrir suposto envolvimento dele com o crime organizado local. Desde o término, a família relata que o homem passou a persegui-la; a jovem teria mudado de cidade e iniciado outro relacionamento na tentativa de se distanciar.

A mãe, Liliane Brito Nogueira, afirmou que mantinha contato diário com a filha por mensagens. O último texto recebido foi no domingo (20), quando Larissa informou que Mathieu estava em sua casa; depois disso, ela deixou de responder. Ao ligar para o suspeito, a mãe relata que ele dizia que Larissa estava dormindo e, ao ser avisado de que seriam acionadas as autoridades do Brasil e da França, bloqueou o número dela.

Um boletim de ocorrência por desaparecimento foi registrado por intermediários da família no início da tarde de segunda-feira, horas antes da abordagem que resultou na localização do veículo.

A Embaixada do Brasil na França informou à família que o corpo de Larissa será submetido a autópsia na segunda-feira seguinte (28). O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Marselha, acompanha o caso, está em contato com as autoridades locais e presta assistência consular à família.

Fontes locais e relatos da família indicam que o corpo apresentava diversos ferimentos, possivelmente provocados por faca. A investigação está sob responsabilidade das autoridades francesas, que apuram as circunstâncias da morte e a participação do suspeito.

A família iniciou uma campanha de arrecadação de fundos para custear o translado do corpo ao Brasil.

Fonte das informações: família da vítima, Embaixada do Brasil na França e Ministério das Relações Exteriores

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