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  • 03 Aug, 2026

Brasil na Copa 2026 com Ancelotti e sem Rodrygo no Grupo C

Com Ancelotti e Rodrygo fora por lesão, o Brasil estreia contra Marrocos no Grupo C; elenco em construção e chance de título estimada em 5,6%.

A Seleção Brasileira chega à Copa do Mundo de 2026 com objetivo claro de conquistar o hexacampeonato, mas também com cautela após um ciclo de Eliminatórias conturbado e três treinadores antes da chegada de Carlo Ancelotti, em 2025. O elenco reúne talento, mas ainda está em fase de construção.

No sorteio realizado em dezembro de 2025, em Washington, o Brasil foi colocado no Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. No papel, trata‑se de uma chave favorável, porém longe de ser um caminho tranquilo.

O confronto mais exigente da fase de grupos será contra Marrocos, seleção semifinalista da Copa de 2022 que manteve a base daquele grupo e tem jogadores experientes como Achraf Hakimi. A estreia brasileira será justamente contra os marroquinos, em 13 de junho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey — partida com potencial para definir o tom da campanha.

A Escócia entra como uma equipe organizada taticamente e com alta intensidade de jogo, enquanto o Haiti representa o fator de imprevisibilidade. O Brasil enfrenta o Haiti em 19 de junho, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, e encerra a fase de grupos em 24 de junho, no Hard Rock Stadium, em Miami, diante da Escócia.

Um problema imediato para Ancelotti é a ausência de Rodrygo, confirmada em março de 2026 após uma lesão grave no joelho direito. O jogador do Real Madrid era peça de equilíbrio ofensivo — menos individualista que Vinícius Júnior e mais técnico do que um centroavante puro — e sua falta muda opções táticas.

Mesmo com essa baixa, o time conta com peças importantes e experiência em setores-chave:

  • Vinícius Júnior (Real Madrid): principal referência ofensiva, velocidade e capacidade de decisão;
  • Raphinha (Barcelona): vive fase positiva, com liderança e eficiência em bolas paradas;
  • Estêvão (Chelsea): jovem consolidado entre os titulares de Ancelotti;
  • Bruno Guimarães (Newcastle): controle e inteligência no meio‑campo;
  • Alisson (Liverpool) e Marquinhos (PSG): pilares de experiência no sistema defensivo.

Nas projeções de mercado, o Brasil aparece entre o quarto e o sétimo favorito ao título, com cotações que refletem desconfiança por conta do ciclo anterior. Modelos estatísticos apontam uma probabilidade em torno de 5,6% para o hexacampeonato. Esses números traduzem mais a instabilidade recente do que necessariamente o potencial técnico do elenco, e o histórico de resultados das Copas disputadas nas Américas tende a favorecer seleções sul‑americanas.

Em campo, Ancelotti tem usado um desenho com dois volantes fixos e um quarteto ofensivo fluido. As partidas da última Data FIFA, em março, ofereceram sinais mistos: derrota por 2 a 1 para a França, que expôs fragilidades defensivas e falta de consistência sem a bola, e vitória por 3 a 1 sobre a Croácia, que mostrou o potencial ofensivo quando o time funciona coletivamente.

Esses resultados sintetizam o estágio atual da equipe: capacidade de vencer adversários de alto nível quando está em dia, mas vulnerabilidade contra times que impõem intensidade e pressão. A convocação final para o Mundial e a preparação nas próximas semanas serão decisivas para entender como Ancelotti pretende fechar lacunas e montar um time competitivo para buscar o hexa.



Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Assessoria

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