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  • 18 Apr, 2026

Companhias aéreas Azul e Gol enfrentam críticas por cancelamentos frequentes de voos no Acre e Rondônia. O cenário afeta turismo e comércio local, com alta de preços.

Após o cancelamento de 12 voos sem justificativa, as companhias aéreas Azul e Gol mantêm a indisponibilidade de rotas na região do Acre e Rondônia para outros locais do Brasil. Esse cenário fez com que a demanda por outras empresas de transporte aéreo aumentasse, resultando em overbooking e elevação dos preços das passagens.

Esse problema não é recente. Desde 2023, a Prefeitura de Porto Velho move uma Ação Civil Pública contra as empresas, acusando-as de cancelamentos e retirada de rotas de maneira abusiva, o que tem prejudicado tanto a população quanto o turismo local.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) revelam que, no primeiro quadrimestre de 2023, a Azul teve um índice de cancelamento de 17,24%, enquanto a Gol atingiu 19,83%. Ambas estão bem acima da média nacional de 5,15%. A Prefeitura argumentou que as companhias não apresentaram justificativas adequadas, seja por questões técnicas ou de segurança, para tais cancelamentos.

Em fevereiro de 2025, a terceira audiência pública ocorreu na 2ª Vara da Fazenda Pública, com a participação da Prefeitura de Porto Velho, Ministério Público, OAB-RO e das empresas aéreas. Durante a audiência, a OAB defendeu que as alegações das companhias sobre 'judicialização' como justificativa para os cancelamentos são infundadas. A OAB-RO reforçou que buscar direitos legítimos não deve ser motivo para cancelamento de voos.

A situação continua crítica, com frequentes cancelamentos sem justificativas concretas, o que provoca grande demanda por passagens aéreas e consequentemente, o aumento dos preços. Essa condição tem impactado negativamente o turismo e o comércio local, dificultando a movimentação durante o período de férias. Há preocupações de que a situação piore no segundo semestre de 2025, especialmente com a chegada de eventos de final de ano, que poderá congestionar ainda mais as rotas aéreas.

Em meio a esses desafios, comerciantes e autoridades locais têm feito esforços para buscar soluções, mas até o momento, não houve mudanças significativas, resultando na continuidade da exclusão da região das opções de voos, deixando os moradores sem acesso a uma experiência de viagem mais tranquila.

Fonte da imagem: Reprodução

Fonte das informações: Rondoniaovivo