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Ataque em Kabal durante protesto por segurança deixou 14 mortos, com cinco policiais e oito civis, e 18 feridos; operação busca suspeitos; governo condena.
Um atentado suicida com bomba do lado de fora de uma delegacia em Kabal, no Vale de Swat, província de Khyber Pakhtunkhwa, no Paquistão, deixou ao menos 14 mortos e dezenas de feridos em 2 de agosto de 2026.
O ataque ocorreu durante uma manifestação em frente à delegacia, quando moradores se reuniram para cobrar segurança, pedir o fim da militância na região e criticar a atuação das autoridades, segundo o chefe de polícia distrital, Omar Khan.
Autoridades regionais informaram que entre as vítimas estavam cinco policiais e oito civis; a 14ª pessoa foi identificada como o homem-bomba, disse o oficial Fida Hussain. Além dos mortos, ao menos 18 pessoas ficaram feridas, segundo comunicado da polícia.
Testemunhas relataram que, pouco antes da explosão, oradores no ato afirmaram que garantir a segurança e eliminar a militância é responsabilidade do Estado e que os moradores desejavam viver sem medo após anos de violência que devastaram a região.
A polícia afirmou ter iniciado uma operação para prender qualquer pessoa que possa ter ajudado na preparação ou execução do atentado e informou que investigação está em andamento para identificar os responsáveis.
O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, e o primeiro-ministro Shehbaz Sharif condenaram o ataque, expressaram tristeza pelas perdas de vidas e afirmaram que a luta contra o terrorismo continuará até sua erradicação.
Nas áreas de fronteira do Paquistão a militância tem aumentado nos últimos meses, com ataques tendo como principais alvos militares e policiais. O governo paquistanês acusa o Talibã afegão de apoiar militantes envolvidos na escalada; o governo do Talibã nega as acusações.
Autoridades locais disseram que medidas de segurança serão reforçadas na região enquanto a investigação prossegue.
Fonte da imagem: AP Photo/Sherin Zada
Fonte das informações: g1.globo.com
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