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Pesquisa da Serasa indica 62,6% da Geração Z que vivem sozinhos ainda pagam aluguel; o aumento do custo de vida aperta orçamentos e complica organizar despesas.
Levantamento realizado pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, com 6.063 entrevistados em todo o Brasil, mostra que morar sozinho segue sendo um desafio financeiro, especialmente para a geração mais jovem. Entre os integrantes da Geração Z que vivem sozinhos, 62,6% ainda pagam aluguel.
O percentual cai entre gerações mais velhas: entre a Geração X e os Baby Boomers, 29,1% dos que moram sozinhos declaram viver de aluguel. A pesquisa também aponta diferenças no perfil de transporte e na percepção do aumento do custo de vida.
A tabela a seguir mostra a proporção de quem mora sozinho e ainda está em imóvel alugado, por geração.
| Geração | Percentual que mora de aluguel |
|---|---|
| Geração Z | 62,6% |
| Geração X / Baby Boomers | 29,1% |
Quanto à mobilidade, há diferença entre as faixas etárias: entre nascidos entre 1946 e 1980 (Geração X e Baby Boomers), o carro é o principal meio de transporte (38%). Já na Geração Z, o transporte público é mais citado (26%), seguido por motocicletas (23%).
Entre os que moram sozinhos, a percepção de aumento do custo de vida nos últimos 12 meses varia por geração. A tabela abaixo resume esses percentuais.
| Geração | Percepção de alta nas despesas (últimos 12 meses) |
|---|---|
| Geração X / Baby Boomers | 71,4% |
| Geração Y | 64,9% |
| Geração Z | 55,2% |
Aline Vieira, especialista em educação financeira da Serasa, afirma que "a sensação de que viver ficou mais caro é semelhante entre todas as gerações, indicando que a inflação dos gastos essenciais impacta praticamente todos que vivem sozinhos, independentemente da idade".
Administrar as finanças pessoais continua sendo uma dificuldade: entre quem mora sozinho, 25% consideram difícil organizar as despesas e 20% classificam essa tarefa como muito difícil. O cenário é praticamente o mesmo entre quem vive com familiares, com 25% relatando dificuldade e 20% relatando muita dificuldade em manter as contas em dia.
O levantamento aponta também quais despesas mais impactaram o orçamento no último ano. O supermercado foi citado por 80% dos entrevistados como a que mais pesou, seguido pelas contas recorrentes da casa (água, luz, internet), mencionadas por 51%.
A principal diferença entre quem mora sozinho e quem mora com familiares refere-se aos custos de moradia: 34% dos que vivem sozinhos apontaram aluguel, financiamento ou condomínio entre os gastos que mais aumentaram, contra 27% entre os que moram com familiares.
Entre quem mora sozinho, as prioridades financeiras declaradas são, na ordem: pagar as contas recorrentes da casa (75%), fazer compras de supermercado (74%) e arcar com despesas de moradia (53%). Entre quem vive com a família, a ordem de prioridades é semelhante, mostrando que as despesas essenciais continuam concentrando o maior peso do orçamento.
Fonte das informações: Serasa e Instituto Opinion Box
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