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  • 01 Aug, 2026

Pesquisadores registram que indígenas atravessam centenas de km na mata e chegam com 98% de acerto, usando luz, vento, fauna, água e memória espacial.

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PESQUISADORES apontam que indígenas da Amazônia conseguem se orientar na floresta densa com precisão superior a equipamentos eletrônicos. Estudos recentes indicam que caminhantes de povos como caiapó, tikuna, yanomami e munduruku atravessam centenas de quilômetros de mata fechada e chegam ao destino desejado sem GPS, bússola ou mapa, com taxa de acerto próxima a 98%.

Segundo os cientistas, esse conhecimento não é místico nem espontâneo: resulta de prática contínua e transmissão oral entre gerações. As técnicas de navegação são baseadas na leitura de sinais naturais — posição da luz, direção do vento, padrões de plantas e animais, cursos d’água — combinadas com memória espacial apurada desenvolvida no cotidiano dos povos da floresta.

Os pesquisadores estudam agora os mecanismos que permitem essa performance, com objetivo de entender melhor como integrar saberes tradicionais à ciência. O reconhecimento reforça a importância do conhecimento indígena para a compreensão e conservação do bioma amazônico.

No âmbito político de Rondônia, o cenário pré-eleitoral mostra otimismo na base petista e forte polarização regional. Militantes do partido estimam que o desempenho do ex-presidente Lula no estado — projetado por eles em cerca de 35% dos votos — pode favorecer a transferência de votos para o candidato petista ao governo, Expedito Neto, e colocá‑lo em posição competitiva para o segundo turno.

Entre os principais postulantes ao governo estadual estão Marcos Rogério (PL), Hildon Chaves (Federação União Brasil/Partido Progressista), Adailton Fúria (PSD), Expedito Neto (PT), Samuel Costa (PSB), Luís Carlos Teodoro (PSOL) e Pedro Abib (MDB). As convenções partidárias para homologação e registro das candidaturas começam a partir de 20 de agosto, conforme o calendário eleitoral vigente.

Uma característica inédita desta disputa é a origem local de muitos candidatos: três dos quatro nomes considerados principais nasceram no próprio estado — Marcos Rogério (Ji-Paraná), Adailton Fúria (Cacoal) e Expedito Neto (Porto Velho) — o que reforça um viés de bairrismo nas campanhas.

Historicamente, desde a primeira eleição para governador em 1986, Rondônia elegeu vários chefes do Executivo nascidos fora do estado. Nas eleições atuais, a campanha está marcada por forças regionais: Marcos Rogério lidera em Ji-Paraná e no Vale do Jamari; Adailton Fúria tem base na região do café e zona da mata; Hildon Chaves aparece com vantagem em Porto Velho, maior colégio eleitoral do estado.

Com desempenho consolidado em Ji-Paraná e no Vale do Jamari, analistas locais apontam Marcos Rogério como líder geral na corrida estadual, situação que pode lhe garantir vantagem para a disputa por uma vaga no segundo turno, diante da fragmentação de votos entre sete candidatos.

Nos bastidores, o racha no campo bolsonarista também tem repercussão: a disputa interna entre possíveis nomes do conservadorismo nacional é vista como fator que beneficia partidos adversários. No governo estadual atual, o governador promoveu demissões na administração; a oposição sustenta que cortes seriam consequência da incorporação recente de contratados ligados a um dos candidatos, afirmação que tem sido objeto de debate político.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo

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