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  • 02 Aug, 2026

Caso isolado de meningoencefalite amebiana em Rondônia

Rondônia confirma caso isolado de meningoencefalite por Naegleria fowleri em Machadinho d'Oeste; não há surto. Autoridades orientam cautela em águas doces.

O Governo de Rondônia comunicou à população que a notificação de um caso raro de meningoencefalite causada pela ameba Naegleria fowleri, registrada no município de Machadinho d’Oeste, trata-se de um evento isolado e não representa risco de surto. A ocorrência foi discutida na reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e registrada no Diário Oficial do Estado em 23 de abril de 2026.

Vanessa Ezaki, gerente técnica da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), informou que a situação epidemiológica do estado está dentro dos padrões esperados para 2026 e afastou a possibilidade de surto. A Agevisa destacou a ação rápida do laboratório de Ji-Paraná, que identificou o caso e acionou a agência para as providências sanitárias.

O caso envolve uma criança de nove anos, moradora de Machadinho d’Oeste, que estava internada no Hospital Regional de Cacoal (Heuro) e faleceu em 3 de abril de 2026 antes da conclusão dos exames laboratoriais. O diagnóstico definitivo de infecção por Naegleria fowleri foi confirmado em 10 de abril de 2026 por análises realizadas no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

A Naegleria fowleri é um microrganismo que vive em águas doces e mornas, como rios, lagos e açudes. Apesar da alta letalidade quando causa a meningoencefalite amebiana primária (MAP), a ocorrência é extremamente rara. A transmissão não ocorre de pessoa para pessoa e a doença não se adquire ao beber água; a infecção acontece quando água contaminada entra pelo nariz e a ameba alcança o cérebro pelo nervo olfativo.

Os sintomas iniciais incluem dor de cabeça intensa na região frontal, febre, náuseas e vômitos. O quadro pode evoluir rapidamente para rigidez de nuca, confusão mental, alucinações e convulsões. Em qualquer suspeita de infecção, a recomendação é buscar atendimento médico imediato.

Como prevenção, Agevisa e órgãos de controle de doenças, como o CDC, orientam cuidados em ambientes de recreação aquática: evitar submergir a cabeça em água doce e impedir que a água entre pelo nariz durante mergulhos. Recomenda-se também realizar a higienização nasal somente com água tratada ou previamente fervida.

Fonte da imagem: Reprodução via Tecplus Telecom

Fonte das informações: Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau), Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) e Rondoniaovivo

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